PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Protestos no Marrocos chegam ao 6º dia e pedem melhorias na saúde e na educação

Primeiro-ministro Aziz Akhannouch confirmou três mortes durante a onda de protestos que reivindicam ainda o fim da corrupção
Integrantes das forças de segurança removem destroços próximos a veículos incendiados durante uma manifestação liderada por jovens em Salé, no Marrocos, no dia 1º de outubro de 2025.

Integrantes das forças de segurança removem destroços próximos a veículos incendiados durante uma manifestação liderada por jovens em Salé, no Marrocos, no dia 1º de outubro de 2025.

— Abdel Majid Bziouat/AFP

2 de outubro de 2025

Manifestações no Marrocos pedindo melhorias nos serviços de saúde pública,  educação e o fim da corrupção chegaram ao sexto dia consecutivo nesta quinta-feira (2), após dois manifestantes terem sido mortos na noite anterior.

Desde o início das manifestações, centenas de pessoas, em sua maioria jovens, foram presas. Na noite de quarta-feira (1), dois manifestantes morreram quando a polícia abriu fogo contra um grupo que, segundo as autoridades, tentava invadir uma delegacia próxima da cidade de Agadir.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

As autoridades locais alegam que os manifestantes portavam “armas brancas” e tentaram “tomar munições, equipamentos e armas de serviço” da unidade policial.

Os atos, que têm mobilizado diversas cidades do país norte-africano, são organizados pelo grupo GenZ 212, um coletivo recentemente formado na plataforma de áudio Discord. Os organizadores do movimento permanecem anônimos.

Os manifestantes reivindicam o fim da corrupção, além de liberdade, dignidade e justiça social. Em algumas cidades, também foram registrados pedidos pela renúncia do primeiro-ministro Aziz Akhannouch.

As demandas incluem ainda reformas nos setores de educação e saúde pública, em meio a uma crescente insatisfação popular com as desigualdades sociais no país, que afetam de forma desproporcional jovens e mulheres. Relatos recentes de um caso sobre a morte de oito gestantes em um hospital público de Agadir também intensificaram a revolta da população. 

Confrontos violentos e atos de vandalismo também foram registrados em cidades como Sidi Bibi e  na região de Agadir, onde manifestantes incendiaram escritórios da prefeitura local, segundo relatos da imprensa e vídeos divulgados nas redes sociais.

Diante dos episódios de violência, o GenZ 212 reiterou o caráter pacífico do movimento e repudiou “todas as formas de violência, vandalismo ou tumulto”.

Primeiro-ministro confirma três mortes durante protestos

Ainda nesta quinta-feira (2), o primeiro-ministro do Marrocos, Aziz Akhannouch, confirmou a morte de três pessoas durante os protestos. Este foi seu primeiro pronunciamento público desde o início da onda de manifestações, que já dura quase uma semana.

“Infelizmente, registramos a morte de três pessoas durante os protestos”, declarou Akhannouch, classificando os episódios como “lamentáveis”.

Com informações da Agence France Presse (AFP)

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano