PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

RD Congo e Uganda têm mais de 1.100 casos suspeitos de ebola, diz União Africana

União Africana e OMS intensificam ações para conter a disseminação da doença; 43 pessoas já perderam a vida em decorrência do vírus
Equipe médica da Cruz Vermelha em Uganda, no dia 26 de maio de 2026.

Equipe médica da Cruz Vermelha em Uganda, no dia 26 de maio de 2026.

— Badru Katumba/ AFP

1 de junho de 2026

A União Africana declarou, no domingo (31), que há ao menos 1,1 mil casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Segundo o diretor-geral da Agência de Saúde da organização, Jean Kaseya, há 263 casos confirmados nos dois países.

Até sábado (30), ao menos 43 mortes foram confirmadas nas regiões. A atual epidemia, da cepa Bundibugyo, teve início em 15 de maio em Ituri, no nordeste da RDC, província com circulação intensa de trabalhadores da mineração e moradores de comunidades locais. O fluxo intenso é apontado pelas autoridades sanitárias como um dos fatores que favorecem a disseminação do vírus.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Em nota, Kaseya informou que o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) entregou mais de 2 toneladas de suprimentos médicos essenciais e 4,8 mil kits de testes rápidos para fortalecer a resposta ao surto no continente.

Leia mais: O que se sabe sobre o novo surto de ebola na RD Congo

“Os profissionais de saúde da linha de frente continuam sendo o foco dessa resposta, e sua proteção é uma prioridade máxima. O Africa CDC continuará ao lado dos Estados-Membros da União Africana para garantir respostas rápidas, coordenadas e eficazes aos surtos em todo o continente.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 60% dos afetados são mulheres e a maioria tem entre 20 e 39 anos. Os balanços se baseiam principalmente nos casos suspeitos. Ituri, fronteira com Uganda e o Sudão do Sul, reúne mais de 90% dos casos registrados.

Ainda não existe vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo. As existentes funcionam apenas contra a variante Zaire, responsável pelas maiores epidemias registradas. Em 2007 e 2012, a Bundibugyo provocou duas epidemias com taxa de mortalidade entre 30% e 50%. No momento, a taxa de mortalidade da epidemia atual está abaixo de 25%. 

A OMS fez, no dia 28 de maio, um apelo público por um cessar-fogo nas áreas de conflito do leste da RDC, para possibilitar o avanço das ações contra o surto de ebola no país. A entidade ressaltou o cenário marcado por violência armada, deslocamentos forçados e dificuldades logísticas. 

O contexto dificulta o acesso a comunidades isoladas e põe em risco a vida dos profissionais de saúde, destacou a organização.

Leia mais: OMS pede cessar-fogo em áreas de conflito para conter avanço do ebola na RD Congo

Texto com informações da AFP.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano