O relatório Situação de Pessoas Defensoras de Direitos Humanos nas Américas, lançado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), aponta que, entre 2013 e 2023, o Brasil registrou o assassinato de 32 líderes indígenas.
No documento, a entidade, pertencente à Organização dos Estados Americanos (OEA), apresenta informações sobre os avanços e desafios na garantia de direitos dos ativistas.
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Dados do Global Witness, citados na pesquisa, indicam que a América Latina foi responsável por 85% dos assassinatos de defensores ambientais do mundo, com destaque para Brasil, Colômbia, Honduras e México.
Segundo a Comissão, as ameaças, os ataques e os assassinatos dos defensores do direito à terra aumentaram significativamente. Membros de comunidades tradicionais, povos indígenas e líderes comunitários periféricos foram os mais impactados pelos altos índices de violência.
Cerca de 81 episódios de violência, ameaça ou intimidação contra o povo indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe foram registrados no período analisado. O levantamento ressalta que a demora na demarcação dos territórios indígenas é um fator que amplifica os ataques aos povos originários.
A CIDH também manifestou preocupação com o aumento da violência rural e os despejos forçados em terras ocupadas por famílias assentadas. O relatório afirma que, em 2023, houve pelo menos dez assassinatos de agricultores que integram movimentos da reforma agrária.