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STF retoma julgamento sobre omissão do Congresso na taxação de grandes fortunas

Ação do PSOL aponta que a falta de regulamentação do imposto mantém desigualdade fiscal no país
Sessão plenária no STF, no dia 23 de outubro de 2025.

Sessão plenária no STF, no dia 23 de outubro de 2025.

— Reprodução/Luiz Silveira/STF

24 de outubro de 2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na última quinta-feira (23), o julgamento que discute a suposta omissão do Congresso Nacional em regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). 

O tema é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 55), aberta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). No processo, protocolado em 2019, a legenda pede o reconhecimento da omissão do Congresso na tributação de grandes fortunas. 

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Segundo o PSOL, o artigo 153 da Constituição determina a competência da União para aprovar uma lei complementar que institua esse tipo de taxação. O partido defende que a implementação do IGF é essencial para a promoção da justiça social e a redução das desigualdades. 

Durante a sustentação oral, a advogada responsável pela defesa da legenda, Bruna Amaral, destacou que um imposto sobre fortunas acima de R$ 10 milhões poderia arrecadar cerca de R$ 40 bilhões aos cofres públicos.

“Não se trata de uma penalização aos mais ricos, mas de uma exigência constitucional que visa à concretização de uma política tributária justa e solidária, na qual quem tem maior capacidade contributiva deve contribuir mais”, declarou.

A jurista argumentou que há uma omissão constante dos órgãos legisladores no cumprimento das normas constitucionais, o que nomeou de “silêncio legislativo”.

“Por mais de três décadas, o silêncio legislativo tem mantido uma estrutura fiscal regressiva, que onera quem tem menos e poupa quem tem mais. Tal cenário afronta a própria lógica da Constituição de 1988, que instituiu o Estado Democrático de Direito, comprometido com a igualdade material e com a dignidade humana”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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