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Mulheres negras têm remuneração média 53,3% inferior a de homens não negros, aponta relatório

Relatório de transparência salarial aponta que mulheres negras recebem pouco mais da metade do salário de homens não negros
Uma cédula de R$ 50.

Uma cédula de R$ 50.

— Reprodução/Marcello Casal Jr.

4 de novembro de 2025

A quarta edição do Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério das Mulheres na última segunda (3) indica que as mulheres negras brasileiras recebem, em média, 53,3% a menos do que homens não negros.

O documento utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes a mais de 50 mil empresas com 100 ou mais empregados em 2025. O estudo, realizado pelos dois ministérios, analisou mais de 19 mil vínculos trabalhistas, sendo 30% de mulheres e 70% de homens.

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Segundo o levantamento, a remuneração média constatada para as mulheres negras foi de R$ 2.986,50 e para homens não negros, R$ 6.391,94. Considerando os salários medianos de admissão, a disparidade é de 33,5%.

O relatório destaca que, desde 2023, os estabelecimentos com, no mínimo, 10% de mulheres negras aumentaram cerca de 21,1%, passando de 29 mil para 35 mil no segundo semestre deste ano. Entre as empresas analisadas, 23,1% possuíam ações de incentivo à contratação de profissionais negras.

Para o Ministério das Mulheres, as diferenças salariais entre mulheres negras e homens não negros permanecem muito elevadas. Em nota, a ministra Márcia Lopes defendeu a importância de reverter a falta de equidade salarial para as mulheres negras.

“A inserção das mulheres no mercado não basta. É inaceitável que mulheres negras recebam metade do rendimento de homens não negros. Temos como compromisso intensificar medidas que resolvem essas distorções, promovam políticas de apoio, como a ampliação da licença-paternidade e o auxílio-creche”, declarou Lopes. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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