Durante o primeiro dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na segunda-feira (10), em Belém (PA), os bancos multilaterais de desenvolvimento (BMDs) divulgaram um documento com métricas e metodologias para viabilizar investimentos em preservação e biodiversidade.
O relatório “Da Inovação ao Impacto: Construindo Resiliência para as Pessoas e o Planeta” foi apresentado no Evento de Alto Nível sobre Adaptação, que reuniu presidentes e vice-presidentes de bancos multilaterais e fundos climáticos.
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Com as diretrizes, as entidades buscam consolidar estratégias de financiamento para ações de adaptação em territórios mais afetados por eventos climáticos extremos. De acordo com o documento, a meta das instituições é atingir US$ 120 bilhões de recursos próprios (cerca de R$ 632 bilhões) e US$ 65 bilhões (R$ 342 bilhões) em mobilização de capital privado até 2030.
Na ocasião, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, defendeu as ações de adaptação à mudança climática como forma de mitigar os impactos de eventos extremos nas populações.
“O papel dos BMDs é ajudar os países a se prepararem, a investir em resiliência antes que a crise aconteça, não depois. Isso significa ampliar o financiamento, alinhar sistemas e tornar a resiliência central no modo como planejamos, construímos e crescemos.”
Para o secretário-geral assistente para Ação Climática das Nações Unidas, Selwin Hart, é importante assegurar o financiamento climático, com rapidez e escala, para os países em desenvolvimento.
“O que precisamos agora é de aceleração e escala. Precisamos da liderança dos bancos multilaterais mais do que nunca para implementar o Mapa do Caminho de Baku a Belém”, destacou.