O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, assinaram, nesta segunda-feira (24), nove acordos bilaterais. Os documentos contemplam as áreas da saúde, educação, aviação, cultura, comércio exterior e outros setores.
A assinatura ocorreu na solenidade do 50º aniversário de relações diplomáticas entre os países, na capital Maputo. Na ocasião, Lula defendeu um aumento nas linhas de crédito do país africano e a necessidade de parcerias com o empresariado brasileiro.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Entre os atos, está o Memorando de Entendimento para Cooperação Internacional entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique e a ABC, no campo da saúde, que visa o desenvolvimento das áreas de ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e institucional, comunicação, informação e formação de políticas.
“O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência de Moçambique. São cinco décadas de relações diplomáticas. Mas, imersos em desafios próprios, passamos da irmandade à indiferença. Até que, há 20 anos, vivemos um grande despertar. O Brasil, que estava de costas para a África, reencontrou Moçambique. O país se tornou o maior destinatário da cooperação brasileira no continente africano”, reforçou Lula.
O presidente moçambicano celebrou a parceria, ressaltando a expectativa de atingir projetos concretos e resultados tangíveis.
“O povo moçambicano nutre enorme admiração por si, pelo seu governo e pelo povo brasileiro. Não há melhor forma de demonstração de estima que vosso empenho e compromisso em estreitar relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois povos e países. Queremos virar o modelo da nossa cooperação”, declarou Chapo.
Lula recebe título de doutor honoris causa em Maputo
Durante a visita à capital, Lula recebeu o título de honoris causa em ciência política, desenvolvimento e cooperação internacional pela Universidade Pedagógica de Maputo. A honraria reconhece a contribuição do presidente no avanço da educação e da ciência em Moçambique.
Em seu discurso, o reitor da universidade, Jorge Ferrão, informou que mais de 30% dos quadros do alto escalão científico acadêmico de Moçambique são compostos por mestres e doutores formados em instituições de ensino superior brasileiras, em cooperações firmadas durante os dois mandatos anteriores de Lula.
“O impacto intangível dos quadros moçambicanos formados no Brasil, maioritariamente em seus mandatos presidenciais, enraíza o futuro científico e tecnológico do nosso país, contribuindo para delinear o caráter singelo de Moçambique no mundo”, destacou.