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Moçambique tem cerca de 22 mil novos deslocados pelo aumento da violência

Segundo a ACNUR, o agravamento dos ataques no Norte de Moçambique provocou a maior onda de deslocamentos desde o início do conflito em 2017
Famílias deslocadas aguardam para receber assistência em uma escola, em Macomia, no dia 1º de outubro.

Famílias deslocadas aguardam para receber assistência em uma escola, em Macomia, no dia 1º de outubro.

— UNHCR/Isadora Zoni

13 de outubro de 2025

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) denunciou um crescimento no número de pessoas deslocadas no Norte de Moçambique, em decorrência do conflito iniciado em 2017.

Segundo a organização, na última semana de setembro quase 22 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas, na maior onda já registrada desde o início do conflito. Estima-se que, até o momento, mais de 1,3 milhão de pessoas foram forçadas a se deslocar.

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A agência destaca que, pela primeira vez, todos os 17 distritos de Cabo Delgado, província no centro do conflito, foram diretamente afetados pelos ataques simultâneos.

O representante da ACNUR em Moçambique, Xavier Creach, afirmou que, além da violência, as famílias moçambicanas enfrentam efeitos climáticos combinados, como ciclones, inundações e secas.

“Os impactos agravantes do conflito e dos choques relacionados com o clima criaram um ciclo de vulnerabilidade que é cada vez mais difícil de se quebrar. A crise no Norte de Moçambique evoluiu para uma das situações humanitárias mais complexas da região”, diz trecho da nota.

Creach ressaltou a limitação do financiamento global, que atingiu apenas 18,75% do valor necessário para manter os serviços de apoio.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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