A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) denunciou um crescimento no número de pessoas deslocadas no Norte de Moçambique, em decorrência do conflito iniciado em 2017.
Segundo a organização, na última semana de setembro quase 22 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas, na maior onda já registrada desde o início do conflito. Estima-se que, até o momento, mais de 1,3 milhão de pessoas foram forçadas a se deslocar.
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A agência destaca que, pela primeira vez, todos os 17 distritos de Cabo Delgado, província no centro do conflito, foram diretamente afetados pelos ataques simultâneos.
O representante da ACNUR em Moçambique, Xavier Creach, afirmou que, além da violência, as famílias moçambicanas enfrentam efeitos climáticos combinados, como ciclones, inundações e secas.
“Os impactos agravantes do conflito e dos choques relacionados com o clima criaram um ciclo de vulnerabilidade que é cada vez mais difícil de se quebrar. A crise no Norte de Moçambique evoluiu para uma das situações humanitárias mais complexas da região”, diz trecho da nota.
Creach ressaltou a limitação do financiamento global, que atingiu apenas 18,75% do valor necessário para manter os serviços de apoio.