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Acervo sobre cultura afro-brasileira é incorporado ao Arquivo Nacional

Documentos destacam a cultura Iorubá, as religiosidades afro-brasileiras e os debates políticos que marcaram a trajetória da população negra no país
Imagem de um documento histórico do Movimento Negro brasileiro, mostrando um cartaz de 1987 com a frase 'Organizar e Transformar', sendo manuseado.

Imagem de um documento histórico do Movimento Negro brasileiro, mostrando um cartaz de 1987 com a frase 'Organizar e Transformar', sendo manuseado.

— Divulgação/Arquivo Nacional

30 de novembro de 2025

O Arquivo Nacional no Rio de Janeiro divulgou nesta terça-feira (25) que recebeu, por doação, um conjunto de documentos textuais relacionados à história da cultura afro-brasileira. Dividido em dois lotes, o acervo reúne registros sobre a religiosidade e os debates políticos que marcaram a trajetória da população negra no Brasil.

O acervo pertence ao Centro de Estudos e Pesquisas de Cultura Iorubá, conhecido como Instituto de Cultura Iorubá, fundado em janeiro de 1977 e dedicado à divulgação da cultura de matriz africana no Brasil e no exterior. A integração desse material privado amplia a diversidade de documentos preservados pela instituição.

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Reunido ao longo de décadas pelo jornalista, antropólogo e babalawô Fernandez Portugal Filho, o material foi encaminhado ao Arquivo Nacional em duas etapas: em 1999 e em junho de 2025, ambos constituídos por documentos textuais.

O primeiro conjunto reúne  folhetos, recortes de jornais, informativos, material bibliográfico, convites e divulgações de eventos relacionados à arte e cultura negra, à luta contra a discriminação racial, à saúde da população negra, ao feminismo, à política e ao movimento negro. O lote inclui ainda materiais de campanhas eleitorais de candidatos vinculados às pautas raciais.

A maior parte do acervo está no segundo lote, composto por documentos sobre religiosidade afro-brasileira, com destaque para registros da Umbanda e para a atuação de entidades e organizações ligadas a essa tradição. O conjunto inclui também documentos sobre debates políticos e institucionais envolvendo as religiões de matriz africana no país.

Segundo o Arquivo Nacional, a documentação está em tratamento técnico pela Divisão de Processamento de Documentos Privados e, após a organização, será disponibilizada ao público. A instituição afirma que a abertura do acervo ampliará o acesso a fontes essenciais para a compreensão da trajetória e das experiências da população negra no Brasil.

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  • Thayná Santana

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