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Acusados de planejar morte de Marielle Franco serão julgados pelo STF em fevereiro 

Primeira Turma analisará o caso em três sessões, entre 24 e 25 de fevereiro; cinco réus são acusados de planejar o assassinato da parlamentar e de seu motorista em 2018
Ato por justiça pelo assassinato de Marielle Franco, no centro do Rio de Janeiro, em 26 de dezembro de 2024.

Ato por justiça pelo assassinato de Marielle Franco, no centro do Rio de Janeiro, em 26 de dezembro de 2024.

— Tomaz Silva/Agência Brasil

5 de dezembro de 2025

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 24 e 25 de fevereiro o julgamento dos cinco acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (5).

Três sessões foram convocadas para a análise do caso. A primeira está prevista para as 9h de 24 de fevereiro, uma terça-feira. No mesmo dia, a sessão ordinária da Primeira Turma, das 14h às 18h, também será dedicada ao julgamento. Se necessário, uma sessão extraordinária está agendada para 25 de fevereiro, às 9h.

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A data foi definida por Dino após o relator, ministro Alexandre de Moraes, liberar o processo para julgamento no dia anterior. O caso ficou para o ano que vem devido ao recesso do Supremo, que começa em 19 de dezembro e se estende ate 1º de fevereiro.

São réus o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos os acusados estão detidos.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou as alegações finais pedindo a condenação dos acusados em regime fechado e reafirmando a responsabilidade dos réus pelos homicídios. As defesas negam participação no crime nos depoimentos prestados durante a investigação.

Segundo a denúncia da PGR, o assassinato de Marielle teria sido motivado pelo posicionamento contrário da parlamentar aos interesses dos irmãos Domingos e Francisco Brazão, apontados como mandantes do crime, a cerca de disputas fundiárias controladas por milícias na Zona Oeste do Rio.

O ex-policial Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, foi condenado a 78 anos, nove meses e 30 dias de prisão. Em delação premiada, ele acusou Domingos e Francisco Brazão de ordenar o crime. Já Élcio de Queiroz, que dirigiu o carro usado no atentado, foi condenado a 59 anos, oito meses e dez dias de prisão.

Com informações da Agência Brasil

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  • Thayná Santana

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