O Programa de Pós-Graduação (PPG) em Desenvolvimento Territorial da América Latina e Caribe da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) oferecerá, em 2026, um curso de mestrado para assentados da reforma agrária e quilombolas.
Com 20 vagas e duração de 30 meses, a turma especial também é voltada às pessoas com trabalhos e atividades relacionados à educação no campo. Os mestrandos vão atuar em três linhas de pesquisa: uma direcionada a professores de escolas de educação no campo; outra que discutirá de forma aprofundada a relação entre campesinato e capitalismo; e uma terceira que une agronomia, saúde e soberania alimentar.
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Segundo nota da Unesp, o mestrado será orientado pela pedagogia da alternância, que combina períodos de estudo presencial com atividades desenvolvidas na comunidade a que o estudante pertence.
A universidade informou que as aulas presenciais estão previstas para serem realizadas nos meses de maio e de novembro na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), e na sede do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI), em São Paulo. As atividades de estudo na comunidade serão desenvolvidas nos locais em que vivem os pós-graduandos.
O edital com as regras para o ingresso, por meio de processo seletivo, será lançado em 2026. Para participar, o candidato deve apresentar um projeto de pesquisa.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Unesp com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e conta com o financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).