PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputados aprovam fim das cotas raciais em instituições públicas de Santa Catarina

Medida veta cotas raciais, ações afirmativas e vagas suplementares em instituições públicas e que revem verbas públicas; projeto segue para sanção do governador
A sede da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

A sede da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

— Reprodução/Alesc

11 de dezembro de 2025

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, na quarta-feira (10), o projeto de lei 753/2025, que proíbe a adoção de cotas raciais e outras ações afirmativas nas instituições de ensino superior públicas ou que recebem verbas públicas estaduais.

O projeto também rejeita a reserva de vagas suplementares e outras medidas afirmativas tanto para o ingresso de estudantes como para a contratação de profissionais, como professores e técnicos. A proposta é de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL-SC) e segue agora para sanção do governador Jorginho Mello (PL).

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

De acordo com o texto, serão mantidas apenas as reservas de vagas para pessoas com deficiência, por critérios econômicos e para estudantes do ensino médio da rede pública estadual.

Instituições que descumprirem as determinações poderão ser penalizadas com multa administrativa de R$ 100 mil e com o corte de repasses de verbas públicas.

Na justificativa do projeto, o autor afirma que políticas afirmativas só podem ser consideradas legítimas quando voltadas à superação de desigualdades econômicas historicamente, apontando que sua implementação deve ter “fundamentos objetivos e parâmetros claros de vulnerabilidade social, sob pena de comprometer a equidade e a própria legitimidade dos concursos públicos”, diz o texto.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano