PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Milton Nascimento é homenageado com mural gigante no Rio

Mural intitulado “Semente da Terra” foi criado e executa pela da artista visual negra Gugie Cavancalti, além da contribuição de uma equipe majoritariamente negra
O mural “Semente da Terra” em homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento no Rio de Janeiro.

O mural “Semente da Terra” em homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento no Rio de Janeiro.

— Divulgação/Prefeitura do Rio

17 de dezembro de 2025

Um mural em homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento será inaugurado nesta quinta-feira (18), às 14h, no rooftop do Socialtel Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, com vista panorâmica da região. A obra é uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR) do município.

Intitulada “Semente da Terra”, a obra é assinada pela artista visual, grafiteira e arte-educadora Gugie Cavalcanti. Reconhecida nacionalmente por seus trabalhos de grande escala, a artista desenvolve um trabalho centrado em narrativas negras.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A realização do mural conta ainda com a participação de uma equipe formada majoritariamente por profissionais negros, incluindo Tebla, Aira Crespo, Doog e Ricardo Coé, artistas da Zona Norte do Rio e da Baixada Fluminense, que participam pela primeira vez de um projeto desse porte.

Com cerca de 300 metros quadrados, a pintura ocupa a lateral do prédio da Associação Cristã de Moços (ACM), localizado na Rua da Lapa, 86. A obra passa a integrar a paisagem urbana da região, próxima aos Arcos da Lapa, um dos pontos turísticos mais visitados do país.

Em dezembro deste ano, Milton Nascimento recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Fiocruz, em reconhecimento ao seu legado artístico, marcado pela união entre expressão musical, crítica social e defesa da democracia. Nascido no Rio de Janeiro, em 1942, o artista integrou o movimento que deu origem ao Clube da Esquina, responsável por moldar uma das vertentes mais influentes da música brasileira.

Ao longo da carreira, Milton utilizou a música como instrumento de denúncia e enfrentamento às injustiças sociais. Em sua discografia estão álbuns emblemáticos como “Milagre dos Peixes” (1974), “Maria, Maria” (1978) e “Quilombos” (1983). O artista lançou 47 álbuns, participou de 13 produções cinematográficas, conquistou cinco prêmios Grammy e foi homenageado com o Grammy Latino Lifetime Achievement Award.

Mesmo após anunciar sua aposentadoria dos palcos, Milton Nascimento segue celebrado por sua trajetória e pela contribuição histórica à cultura brasileira.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano