Na sexta-feira (2), o líder de oposição Anicet-Georges Dologuele declarou em coletiva ter vencido a eleição presidencial da República Centro-Africana. Segundo o candidato, cuja votação foi realizada em 28 de dezembro, o pleito teve irregularidades.
Após ficar em segundo lugar, atrás do atual presidente Faustin-Archange Touadera, nas eleições de 2016 e 2021 — ambas envoltas em suspeitas de fraude —, Dologuele afirma agora ter contrariado expectativas e impedido o terceiro mandato do líder.
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O partido de Touadera, o Movimento dos Corações Unidos (MCU), estaria em “queda livre em 17 das 20 regiões” e perdendo na capital Bangui, disse o líder da oposição em uma coletiva de imprensa. “Isso significa que eu venci estas eleições”, afirmou.
A expectativa é de que resultados provisórios sejam anunciados em 5 de janeiro para as eleições, nas quais os eleitores da ex-colônia francesa também votaram para cargos legislativos de nível nacional, municipal e local.

Dologuele afirmou que seu partido, a União para a Renovação Centro-Africana (URCA), mobilizou 10.000 pessoas em todo o país para coletar dados sobre a votação, alegando ter provas de uma “tentativa metódica de adulterar os resultados”para favorecer Touadera.
“A URCA não aceitará que o povo seja privado de sua escolha novamente”, disse Dologuele. “Aceitei duas vezes; desta vez não aceitarei.”
Um porta-voz do partido Touadera já anunciou uma coletiva de imprensa neste sábado (3) para contestar as alegações de Dologuele.