No próximo sábado (27), seis candidatos presidenciais enfrentarão o atual presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin Archange Touadera, do partido Movimento dos Corações Unidos, nas eleições à presidência da ex-colônia francesa, independente desde 1960.
A oposição acusa Touadera, eleito pela primeira vez em 2016, de tentar se manter no poder de forma indefinida pela tentativa de chegar ao terceiro mandato nesta eleição. A liberação para um novo mandato se tornou possível após uma mudança na Constituição do país, em 2023.
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Abaixo, os nomes dos seus candidatos que tentam tirar o atual presidente do poder.
Anicet-Georges Dologuele
Principal líder opicionista, Dologuele fundou o partido União pela Renovação Centro-Africana (URCA), em 2013, é candidato à presidência pela terceira vez. O político ficou em segundo lugar, atrás de Touadera, nas eleições de 2016 e 2021.
Administrador e graduado em economia, Dologuele já foi ministro da Fazenda e premiê da RCA durante a passagem do ex-presidente Ange-Felix Patasse nos anos 1990.
Após esse período, o candidato trabalhou no Banco dos Estados da África Central e liderou o Banco de Desenvolvimento dos Estados da África Central por quase uma década. Segundo a agência AFP, seus detratores o acusam de corrupção e elitismo.
A decisão de concorrer à eleição foi vista com surpresa, uma vez que a postura quebra com um bloco oposicionista que boicota a votação, apontada como “vergonha eleitoral” pelo grupo que acusa Dologuele de traição.
O candidato, no entanto, critica a autoridade eleitoral do país, apontando parcialidade e incompetência, além de acusações de autoritarismo.

Henri-Marie Dondra
Aliado de Touadera, Dondra também já serviu como ministro da Fazenda e premiê, tendo deixado o atual governo em 2023.
Fundador do partido Reformador, ainda antes de aderir ao partido do presidente, Dondra criou outra agremiação, a Unidade Republicana, após deixar o governo de Touadera. O partido se enxerga como uma ponte centrista entre governo e oposição.
Formado em finanças, Dondra liderou o Fundo Africano de Cooperação Econômica e Garantias, organização que mobiliza recursos financeiros para 14 países africanos e para o setor privado nesses países.
Em março de 2025, um mês antes do apoio oficial de seu partido a sua candidatura, dois dos irmãos de Dondra foram presos acusados de tentativa de envenenar Touadera e um de seus associados.
Um de seus irmãos segue detido mesmo sem julgamento, ainda sem acusação formal, levando a declarações de Dondra afrimando que a democracia da RCA sofre um “assassinato gradual”.

Serge Djorie
Djorie concorreu à presidência em 2021, mas conseguiu apenas 0,5% dos votos. O líder do partido Mudança Coletiva em direção a uma nova República Central Africana foi ministro das Comunicações e porta-voz do governo até janeiro de 2024.
Médico formado em Clermont-Ferrand, na França, Djorie foi pesquisador no departamento de epidemiologia no Instituto Pasteur de Bangui.
Aristide Briand Reboas
Reboas, líder do Partido Democrático Cristão, é candidato à presidência pela segunda vez. Após a derrota em 2021, com 0,41% dos votos, ele aderiu ao governo Touadera como ministro da Juventude e dos Esportes.
Em janeiro de 2024, ele foi substituído por Heritier Doneng, líder de uma milícia favorável ao governo.
Uma das dez promessas de seu governo é garantir água e eletricidade a todos os centro-africanos.
Eddy Symphorien Kparekouti
Kparekouti, lidera o partido pela Unidade e Reconstrução e a plataforma União Democrática das Forças de Oposição.
O engenheiro civil, prioriza em seu programa o combate à pobreza.
Marcelin Yalemende
Yalemende concorre de forma independente. O pastor evangélico empresário do setor de transportes não tem experiência política e diz querer combinar ação pública com espiritualidade.