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‘Não teve jogo fácil’: Camarões e Marrocos avançam às quartas de final da Copa Africana de Nações

Em entrevista, comentarista esportivo avalia favoritos e reforça qualidade técnica e os jogos disputados nas oitavas de final; seleções se enfrentam na sexta-feira (9)
O meio-campista camaronês Danny Namaso, o zagueiro Junior Tchamadeu, o meio-campista Olivier Kemen e o zagueiro Nouhou Tolo comemoram após a partida das oitavas de final da Copa Africana de Nações (CAN) entre África do Sul e Camarões, no Estádio Al Medina, em Rabat, em 4 de janeiro de 2026.

O meio-campista camaronês Danny Namaso, o zagueiro Junior Tchamadeu, o meio-campista Olivier Kemen e o zagueiro Nouhou Tolo comemoram após a partida das oitavas de final da Copa Africana de Nações (CAN) entre África do Sul e Camarões, no Estádio Al Medina, em Rabat, em 4 de janeiro de 2026.

— Paul Ellis / AFP

5 de janeiro de 2026

Camarões e Marrocos garantiram vaga nas quartas de final da Copa Africana de Nações (CAN) no domingo (4). A seleção camaronesa venceu a África do Sul por 2 a 1, enquanto os marroquinos superaram a Tanzânia por 1 a 0, em Rabat. As duas equipes se enfrentam na sexta-feira (9).

Contra a África do Sul, Camarões abriu o placar aos 34 minutos com Junior Tchamadeu. Christian Kofane marcou o segundo gol da equipe. Evidence Makgopa ainda descontou para os sul-africanos no fim da partida, mas não evitou a eliminação.

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Em entrevista à Alma Preta, o comentarista e repórter da Cazé TV Marcus Carvalho destacou o desempenho coletivo dos camaroneses e ressaltou nomes importantes da campanha: “Gostei muito do nível até aqui. Não teve jogo fácil para ninguém.”

“Vale destacar o Carlos Baleba [meio-campista da seleção camaronesa], que cria jogadas, intercepta bolas e controla o meio de campo. O Bryan Mbeumo está fazendo o papel sensacional ali de um 10. E também Kofane é um jovem muito interessante nessa CAN”, avaliou.

Já o Marrocos garantiu a classificação contra a Tanzânia com gol de Brahim Díaz no segundo tempo. A partida também marcou o retorno de Achraf Hakimi ao time titular, após se recuperar de uma lesão no tornozelo. Ídolo da seleção e estrela do Paris Saint-Germain, o lateral foi poupado nos jogos anteriores.

“O Hakimi é essencial para esse Marrocos. Ele é muito importante para a forma como os marroquinos jogam. É um time coletivo, mas que tem essas estrelas decisivas”, comentou Carvalho, que também destaca o atacante marroquino Ayoub El Kaabi, um dos artilheiros da competição, com quatro gols.

Desde 2017, antes do confronto com a Tanzânia, o Marrocos havia vencido apenas uma de cinco partidas eliminatórias no torneio. Na edição de 2023, realizada na Costa do Marfim, os marroquinos  foram eliminados nas oitavas de final.

RD Congo pode surpreender e Nigéria confirma favoritismo 

De olho nos próximos confrontos, Marcus Carvalho também destacou Costa do Marfim, Argélia e República Democrática do Congo como seleções fortes na disputa. Na terça-feira (6), Argélia e RD Congo se enfrentam em um duelo equilibrado nas oitavas de final.

“A Argélia vem de uma boa campanha e é uma seleção para ficar de olho. Tem jogadores como Chaibi e Moussa, além do Brahim Mazraoui, que já vinha se destacando na Bundesliga”, comentou.

Por outro lado, a República Democrática do Congo, que está próxima de garantir vaga nos playoffs da Copa do Mundo, também pode avançar.

“Acho que qualquer um pode passar. A RD Congo é um time muito duro, difícil de enfrentar, que joga bom futebol.  No meio, você tem o Pickel que dá muita sustentação no meio do campo”, afirmou.

Outra seleção apontada como favorita é a Nigéria, que venceu Moçambique por 4 a 0 nesta segunda-feira (4), com gols de Ademola Lookman, dois de Victor Osimhen e um de Akor Adams, em partida válida também pelas oitavas de final. 

Para Carvalho, Osimhen é a principal estrela da equipe. “É um jogador excelente, quando ele não está em campo, a Nigéria perde muito. Ele é a grande estrela desse time, a Nigéria se apoia nisso”, destacou.  

Apesar da força ofensiva e de nomes como Calvin Bassey na defesa, o comentarista pondera que a seleção nigeriana ainda precisa demonstrar mais regularidade para buscar o quinto título. 

“É um time que é capaz de vencer de qualquer um, porque tem capacidade para fazer os gols. Pode abrir 3 a 0, mas também pode entregar um empate a qualquer momento. A Nigéria precisa se afirmar e se tornar um time confiável para disputar o título. Camisa e talento não faltam, mas esses fatores precisam aparecer”, completou.

Senegal é favorito contra o Mali

Abrindo as quartas de final, Senegal e Mali se enfrentam na sexta-feira (9). Para Marcus Carvalho, Senegal  é um dos grandes favoritos ao título.

“O trabalho do Senegal é muito bem consolidado. Talvez não seja o melhor conjunto, porque acho que o melhor é Marrocos, mas jogador por jogador é o time mais estrelado da CAN. Não tem um jogador que seja mediano, os caras são bons. São atletas acostumados a decidir, uma seleção campeã, com histórico forte também em Copas do Mundo”, avaliou.

O Mali, que busca o primeiro título continental, conta com uma geração promissora e conseguiu a classificação mesmo após atuar com um jogador a menos.

“É um time que produziu menos do que poderia. Não venceu partidas na competição, a maioria dos gols foi de pênalti, e apenas um jogador marcou, o Sinayoko”, analisou.  Segundo ele, ainda é um time que pode crescer no torneio. 

Além das partidas entre Senegal e Mali e de Camarões contra Marrocos, outros confrontos das quartas de final ainda serão confirmados. O Egito já está classificado e aguarda a definição dos próximos jogos, previstos para o sábado.

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  • Thayná Santana

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