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União Africana inicia sessão preparatória para Cúpula de 2026 com foco em água e segurança

Sessão do Comitê de Representantes Permanentes destaca crise no Congo, Sudão, Líbia e Sahel e anuncia que Etiópia sediará COP32 em 2027; encontro de chefes de Estado ocorre em fevereiro
Lideranças do continente africano e representantes de órgãos e instituições da União Africana.

Lideranças do continente africano e representantes de órgãos e instituições da União Africana.

— Reprodução/União Africana

14 de janeiro de 2026

A 51ª Sessão Ordinária do Comitê de Representantes Permanentes (PRC) da União Africana (UA) começou seus trabalhos no início da semana. A reunião prepara a 48ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo e a 39ª Cúpula de chefes de Estado e de governo da UA, marcada para 14 e 15 de fevereiro de 2026 em Adis Abeba, Etiópia. 

Ao abrir a sessão, o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, destacou a importância estratégica do encontro de fevereiro, que ocorre em um momento crítico para o continente.

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O tema da Cúpula de 2026 será a água como um recurso vital para a vida, o desenvolvimento e a sustentabilidade. O presidente da Comissão da UA afirmou que o tema é oportuno e visionário, pois se baseia nos resultados da Cúpula Africana do Clima de setembro de 2025. Ele também saudou a decisão da África sediar a COP32 em Adis Abeba em 2027 e elogiou a liderança da Etiópia.

Youssouf reconheceu as preocupações com a paz e a segurança, diante de um contexto continental desafiador, com destaque para o leste da República Democrática do Congo, Sudão, Líbia e a região do Sahel, além de recentes desenvolvimentos inconstitucionais no continente. 

“A União Africana, por meio de seu Conselho de Paz e Segurança, Enviados Especiais, Painéis dos Sábios e Comissários, continua a agir com urgência para enfrentar essas crises e avançar nas reformas, particularmente dentro da Arquitetura de Paz e Segurança Africana”, declarou Youssouf segundo nota da organização continental.

Progresso administrativo e parcerias internacionais mobilizam recursos

Na frente administrativa e financeira, Youssouf citou progressos após a adoção de uma Auditoria de Habilidades e Avaliação de Competências (SACA), que resultou na regularização de parte do quadro de funcionários e em maior disciplina financeira por meio de medidas de contenção de custos. 

Parcerias com a China permitiram a mobilização de 30 milhões de dólares (R$ 161 milhões) para a reabilitação de instalações da União Africana, e o Afreximbank se comprometeu a financiar a renovação do Africa House. Discussões com o Banco Africano de Desenvolvimento também estão em andamento sobre iniciativas para valorizar os ativos financeiros e imobiliários da organização.

O embaixador de Angola na Etiópia e presidente do PRC, Miguel Bembe, afirmou que o comitê atua como um pilar da UA e um guardião da consistência política e técnica. 

“Nossa responsabilidade é garantir processos transparentes, métodos eficazes e resultados que reflitam o espírito da Agenda 2063, ‘A África que Queremos'”, declarou. 

A sessão de abertura contou com a presença da vice-presidente da Comissão, Selma Malika Haddadi, comissários da UA e representantes de órgãos e instituições do bloco. Os embaixadores devem deliberar sobre relatórios das subcomissões do PRC, da Comissão da UA e de outros órgãos especializados, antes de adotar seu relatório e as decisões preliminares do Conselho Executivo.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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