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População em situação de rua no Brasil cresce 11% em 2025 e chega a 365,8 mil

Levantamento da UFMG aponta avanço contínuo do número de pessoas em situação de rua no país
Uma cabana com uma placa escrito “Ajuda Fome”, em Brasília (DF).

Uma cabana com uma placa escrito “Ajuda Fome”, em Brasília (DF).

— Reprodução/José Cruz/Agência Brasil

15 de janeiro de 2026

Uma pesquisa do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), indica que, em 2025, o Brasil registrou 365.822 pessoas em situação de rua. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pela Agência Brasil.

O número é cerca de 11,55% acima das 327,9 mil pessoas registradas no ano anterior. A pesquisa foi realizada com dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que servem de acesso para políticas sociais, como o Bolsa Família. As informações são utilizadas como um indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses federais aos municípios.

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De acordo com a pesquisa, de 2020 a 2021, a média deste grupo social havia recuado de 194,8 mil para 158,1 mil, mas enfrenta um crescimento contínuo desde 2022.

A região Sudeste é a que concentra a maior parte da população, com 61% (222,3 mil) do total no país. Do total, 150,9 mil (aproximadamente 67,9%) estão no estado de São Paulo, 33,6 mil no Rio de Janeiro (15,1%) e 33,1 mil (14,9%) em Minas Gerais.

Já o Nordeste, segundo no ranking, tem 54,8 mil pessoas em situação de rua. O Amapá é o estado com menor número de pessoas nessa condição, com 292.

Os pesquisadores indicam que o fenômeno pode ser explicado pela falta ou insuficiência de políticas estruturantes voltadas à população em situação de rua e pela precarização das condições de vida pós-pandemia. As emergências climáticas e os deslocamentos forçados na América Latina também teriam influência nesse crescimento.

Texto com informações da Agência Brasil*

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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