PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Senegal vence Marrocos e é bicampeão da Copa Africana após reviravolta e protesto

Gol da vitória senegalesa foi marcado por Pape Gueye na prorrogação
A seleção de Senegal levanta o troféu de campeão da Copa Africana de Nações após vitória por 1 a 0 sobre o Marrocos, na capital marroquina, Rabat, 18 de janeiro de 2026

A seleção de Senegal levanta o troféu de campeão da Copa Africana de Nações após vitória por 1 a 0 sobre o Marrocos, na capital marroquina, Rabat, 18 de janeiro de 2026

— Sebastien Bozon

18 de janeiro de 2026

Neste domingo (18), a seleção do Senegal conquistou seu segundo título da Copa Africana de Nações (CAN) após vencer, na prorrogação, a seleção do país-sede, o Marrocos, na capital marroquina, Rabat. Com gol de Pape Gueye no tempo extra, a seleção senegalesa superou a polêmica de um pênalti marcado nos acréscimos do segundo tempo e levantou o troféu mais cobiçado do futebol africano.

A vitória senegalesa teve contornos dramáticos graças a um pênalti duvidoso sofrido pelo jogador marroquino Brahim Díaz, do Real Madrid, que quase estragou a final da principal competição africana de futebol. A decisão do juiz Jean-Jacques Ndala, baseada no VAR, no último minuto da partida, gerou revolta na seleção de Senegal, que ensaiou o abandono da partida com vários jogadores deixando o gramado.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Em uma cena marcante, o principal jogador senegalês, Sadio Mané, trouxe de volta seus companheiros de time que foram para o vestiário para que o time encerrasse a partida. Com quase 15 minutos de atraso em meio à decisão e ao protesto senegalês, o próprio Brahim Díaz, artilheiro da competição, viu sua tentativa de cavadinha ser defendida pelo goleiro de Senegal, Édouard Mendy, em uma reviravolta que levou a partida para a prorrogação.

Logo aos quatro minutos do primeiro tempo da prorrogação, em jogada iniciada por Sadio Mané e assistência de Idrissa Gana Gueye, o meia do time espanhol Villareal Pape Gueye superou o principal jogador do Marrocos, Achraf Hakimi, e chutou forte, cruzado e de esquerda da entrada da área, vencendo o goleiro marroquino Bounou e selando o destino vitorioso dos senegaleses no Marrocos.

O jogador senegalês Sadio Mané levanta o troféu de campeão da Copa Africana de Nações após vitória de Senegal por 1 a 0 sobre o Marrocos, na capital marroquina, Rabat, 18 de janeiro de 2026
O jogador senegalês Sadio Mané levanta o troféu de campeão da Copa Africana de Nações após vitória de Senegal por 1 a 0 sobre o Marrocos, na capital marroquina, Rabat, 18 de janeiro de 2026 (Foto: Abdel Majid Bziouat/AFP)

Sadio Mané foi premiado no final da partida no estádio Príncipe Moulay Abdellah como o melhor jogador da competição. O jogador do time saudita Al-Nassr marcou duas vezes durante o torneio e deu três assistências. Uma de suas principais atuações no torneio foi na semifinal contra o Egito, quando o jogador marcou o único gol da partida, levando o Senegal à final que daria seu segundo título.

Senegal venceu o torneio africano pela primeira vez em 2022, após uma vitória nos pênaltis contra o Egito por 4 a 2, em Camarões. Tanto Pape Gueye quanto Sadio Mané estavam nessa partida defendendo Senegal. Já o Marrocos, que chegou às semifinais da Copa do Mundo de 2022, não vence a CAN há 50 anos. O único título marroquino veio na Etiópia, em 1976, após um empate em partida contra a Guiné.

Marrocos e Senegal estão classificados para a Copa do Mundo deste ano. O Marrocos estreia em partida contra o Brasil pelo grupo C no dia 13 de junho, na cidade de East Rutherford, nos EUA. Já Senegal, pelo grupo I, fará a sua primeira partida do torneiro contra a França, no dia 16 de junho, na mesma cidade.

A Copa Africana de Nações deste ano foi sediada em seis cidades do Marrocos — Agadir, Casablanca, Fes, Marrakech, Rabat e Tangier — e teve início em 21 de dezembro. Ao todo, 24 seleções disputaram o título do torneio. A próxima edição da CAN será no ano que vem, com sede dividida entre Quênia, Tanzânia e Uganda.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Solon Neto

    Cofundador e diretor de comunicação da agência Alma Preta Jornalismo; mestre e jornalista formado pela UNESP; ex-correspondente da agência internacional Sputnik News.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano