A Confederação Africana de Futebol (CAF), órgão que rege o futebol no continente, afirmou nesta segunda-feira (20) que tomará medidas contra jogadores e dirigentes responsáveis pelas cenas de caos registradas na final da Copa Africana de Nações.
O episódio ocorreu na partida disputada no domingo (18), entre Senegal e Marrocos. O Senegal conquistou o bicampeonato ao vencer por 1 a 0, com gol de Pape Gueye, marcado na prorrogação.
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No fim do segundo tempo, a maioria dos jogadores senegaleses abandonou o campo em protesto após o árbitro Jean Jacques Ndala assinalar um pênalti para o Marrocos, já nos acréscimos do tempo regulamentar.
Do lado de fora do campo, um grupo de torcedores entrou em confronto com agentes de segurança marroquinos em outra área do estádio.
Em nota oficial, a CAF condenou o comportamento considerado inaceitável de alguns jogadores e dirigentes durante a decisão, mas destacou que não responsabiliza institucionalmente as seleções de Senegal e Marrocos pelos incidentes.
“A CAF condena veementemente qualquer comportamento inadequado que ocorra durante as partidas, especialmente aqueles direcionados à equipe de arbitragem ou aos organizadores do jogo”, afirmou a entidade.
A confederação informou ainda que está analisando as imagens do ocorrido e que “encaminhará o caso aos órgãos competentes para que as medidas cabíveis sejam tomadas contra os culpados”.
Os jogadores do Senegal retornaram ao gramado após a intervenção do atacante Sadio Mané, ex-Liverpool, um dos poucos atletas que permaneceram em campo durante o protesto.