Em 20 de janeiro, é celebrado o Dia de Oxóssi, o rei das matas e caçador, divindade das religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda. No sincretismo religioso, a data também celebra São Sebastião, da Igreja Católica e padroeiro da cidade do Rio de Janeiro.
Além de serem celebrados na mesma data, São Sebastião e Oxóssi são associados pelo sincretismo religioso, já que ambos são vistos como guerreiros ligados à natureza e ao uso da flecha. O sincretismo foi uma estratégia adotada para proteger e preservar os cultos de matriz africana no Brasil, em meio à repressão religiosa.
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Símbolo de fartura, sabedoria e prosperidade, Oxóssi também é reconhecido pela ligação com a falange dos caboclos, guias espirituais ligados aos ancestrais indígenas, que atuam com a cura, orientação espiritual e limpeza energética.
Elementos da mitologia iorubá
O principal símbolo de Oxóssi é o ofá, o arco e flecha, que representa precisão, trabalho, abundância e proteção, além da capacidade de garantir o sustento por meio da caça.
A divindade é representada pela cor verde-escura, associada às florestas, mas também pode aparecer no tom azul-turquesa em algumas tradições religiosas. Oxóssi é tradicionalmente reverenciado às quintas-feiras em muitos terreiros e casas de candomblé.
Na mitologia iorubá, Oxóssi é retratado como filho de Iemanjá e irmão de Ogum, divindade africana associada à guerra, ao ferro e à tecnologia. Foi com Ogum que o caçador aprendeu a lutar, a se defender e a dominar as artes da caça. Vivendo com a mãe e o irmão, Oxóssi era responsável por trazer o alimento, garantindo a fartura da casa.