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Premiê do Senegal vai ao Marrocos após tensões na Copa Africana

Apesar de laços religiosos, incidentes na final da Copa Africana revelaram tensões entre os países
O premiê de Senegal, Ousmane Sonko (à esquerda), entrega a presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye (à direita) um relatório oficional sobre o massacre de Thiaroye, durante cerimônia no Palácio Presidencial, Dacar, 16 de outubro de 2025

O premiê de Senegal, Ousmane Sonko (à esquerda), entrega a presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye (à direita) um relatório oficional sobre o massacre de Thiaroye, durante cerimônia no Palácio Presidencial, Dacar, 16 de outubro de 2025

— Patrick Meinhardt/AFP

25 de janeiro de 2026

Na segunda-feira (2), o primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, iniciará uma visita oficial ao Marrocos. A visita ocorre depois que torcedores de seu país foram detidos em incidentes registrados durante a final da Copa Africana de Nações, realizada na capital marroquina, Rabat.

Dezoito torcedores senegaleses permanecem em prisão preventiva no Marrocos, onde enfrentam acusações de vandalismo durante a partida vencida por 1 a 0 pelo Senegal contra os marroquinos após a prorrogação, em 18 de janeiro. Conforme informações da agência francesa de notícias AFP, o julgamento dos torcedores começou na quinta-feira (22), em um tribunal de Rabat, e foi adiado para 29 de janeiro.

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A viagem de Sonko ocorre no âmbito de uma comissão mista entre os dois Estados, agendada para segunda e terça-feira (27), segundo a AFP. Um fórum econômico marroquino-senegalês está planejado para a ocasião, segundo a agência de notícias marroquina MAP.

A seleção de Senegal levanta o troféu de campeão da Copa Africana de Nações após vitória por 1 a 0 sobre o Marrocos, na capital marroquina, Rabat, 18 de janeiro de 2026
A seleção de Senegal levanta o troféu de campeão da Copa Africana de Nações após vitória por 1 a 0 sobre o Marrocos, na capital marroquina, Rabat, 18 de janeiro de 2026 (Foto: Sebastien Bozon/AFP)

Os dois países mantêm relações de cooperação em setores que incluem turismo, energia, infraestrutura e transporte e compartilham laços religiosos. Em ambos os países, a religião predominante é o islamismo — 97,2% da população no Senegal e 99% no Marrocos.

Apesar disso, as tensões nas arquibancadas e nas redes sociais revelaram diferenças e polêmicas incluindo acusações de preconceito racial praticado por marroquinos contra senegaleses.

O Rei Mohammed VI do Marrocos lamentou os incidentes. Já Sonko pediu que as tensões fossem apaziguadas.

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