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UFRGS adota manual com orientações para comunicação antirracista 

Guia amplia diretrizes institucionais e orienta práticas contra discursos discriminatórios no ambiente digital
Grupo de jovens estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Grupo de jovens estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

— Divulgação/Rochele Zandavalli/ UFRGS

4 de fevereiro de 2026

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) anunciou a ampliação de suas diretrizes de comunicação a partir da adoção do Manual de Boas Práticas Antirracistas para a Comunicação Digital. O guia foi elaborado pela Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP), em parceria com o Instituto de Referência Negra Peregum.

O material reúne orientações voltadas a unidades acadêmicas, setores administrativos e demais áreas da instituição, com o objetivo de enfrentar discursos discriminatórios, desigualdades tecnológicas no ambiente digital, estereótipos e a desinformação sobre a população negra.

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Lançado em 2025, o manual foi desenvolvido por jornalistas e estudantes de jornalismo negros do Rio Grande do Sul. O material foi apresentado durante o Encontro de Jornalistas Pretos do Rio Grande do Sul, realizado com apoio do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado (SindJoRS), da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI) e do curso de Jornalismo da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS (Fabico/UFRGS).

Entre os critérios adotados pela universidade, o manual se destaca por incluir a autodeclaração de raça, gênero e etnia, a ampliação e diversificação de fontes com a inclusão de especialistas negros e indígenas, além da garantia de protagonismo de pessoas negras e do uso de imagens que não reforcem estereótipos.

Além disso, o material integra o Projeto Grito Tech, que articula ancestralidade, tecnologia e justiça digital, e inclui um glossário com conceitos como racismo estrutural, interseccionalidade e branquitude. 

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  • Thayná Santana

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