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Três anos após crime, PMs acusados de matar menino de 13 anos são julgados no Rio

Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, foi vítima de três tiros após cair de uma moto no Rio de Janeiro, em 2023
Ato por justiça pelo assassinato de Thiago Menezes Flausino, no Rio de Janeiro.

Ato por justiça pelo assassinato de Thiago Menezes Flausino, no Rio de Janeiro.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

10 de fevereiro de 2026

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) realiza, nesta terça-feira (10), o Júri Popular dos dois policiais militares réus pela morte do estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, durante uma abordagem na Cidade de Deus, favela da capital fluminense.

No dia 7 de agosto de 2023, o adolescente e um amigo foram abordados pelos PMs Diogo Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, após caírem de uma motocicleta. Os agentes, que estavam em um carro descaracterizado, desceram do veículo atirando e atingiram Thiago com três tiros. De acordo com a Agência Brasil, há registros da vítima sendo morta, mesmo depois de imobilizada.

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Inicialmente, a Justiça havia marcado o julgamento de Diogo e Aslan Wagner para o dia 27 de janeiro, mas a data foi remarcada após divergências relacionadas a uma prova apresentada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ).

A expectativa é que 11 testemunhas sejam ouvidas, sendo cinco da defesa, cinco da acusação e o sobrevivente Marcos Vinicius. Na ação, o Ministério Público do Rio (MPRJ) cita inconsistências nas versões apresentadas pelos PMs, que utilizavam um carro particular no momento da abordagem.

Ao longo do processo, a defesa de Leal acusou a vítima de integrar o tráfico da Cidade de Deus. O menino e seu amigo não possuíam ficha criminal.

Em setembro de 2023, a Justiça decretou a prisão preventiva da dupla e mais dois policiais do Choque que estavam presentes na ocorrência, Roni Cordeiro de Lima e Silvio Gomes dos Santos. No entanto, em junho do ano passado, o tribunal entendeu que eles não tinham participação direta no homicídio e determinou a soltura de Lima e Santos.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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