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Nigéria marca eleições para 2027 em meio a debate sobre credibilidade do sistema eleitoral

Comissão eleitoral define calendário para disputa presidencial e legislativa, enquanto país discute reformas econômicas, segurança e integridade do processo de votação
O Presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC), Prof. Joash Ojo Amupitan, durante anúncio na Nigéria.

O Presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC), Prof. Joash Ojo Amupitan, durante anúncio na Nigéria.

— Reprodução/INEC

13 de fevereiro de 2026

A Nigéria realizará sua próxima eleição presidencial em 20 de fevereiro de 2027, segundo anúncio feito pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) nesta sexta-feira (13). O calendário também estabelece que as eleições para o Parlamento nacional ocorrerão na mesma data, enquanto as disputas para governos estaduais estão previstas para 6 de março de 2027.

O comunicado foi feito em entrevista coletiva na capital, Abuja, pelo presidente da Independent National Electoral Commission (INEC), Joash Ojo Amupitan. A definição do cronograma ocorre em um contexto de debate interno e atenção internacional sobre a segurança pública, a economia e a credibilidade do sistema eleitoral do país mais populoso da África.

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A eleição de 2023 registrou participação de cerca de 26% do eleitorado, índice inferior ao do pleito anterior. Apesar de a INEC ter adotado, ao longo da última década, tecnologias para aprimorar a apuração e a divulgação dos resultados, ações judiciais após as eleições seguem frequentes.

O atual presidente, Bola Ahmed Tinubu, deverá disputar a reeleição. Ele assumiu o cargo após vencer o pleito de fevereiro de 2023 no primeiro turno, com cerca de 36% dos votos válidos. Naquela eleição, concorreu contra Atiku Abubakar e Peter Obi, este último já anunciou que pretende voltar à disputa em 2027.

Para vencer no primeiro turno, a legislação eleitoral nigeriana exige que o candidato obtenha pelo menos 25% dos votos em mais de dois terços dos 36 estados do país, além do Distrito da Capital Federal.

Segurança e economia no debate eleitoral

O anúncio do calendário eleitoral ocorre em meio a preocupações com a segurança interna, marcadas por ataques armados e sequestros em diferentes regiões do país. A situação atraiu atenção internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a violência como genocídio de cristãos e determinou ações militares contra grupos jihadistas no período de Natal.

O governo nigeriano rejeitou essa caracterização, afirmando que a violência afeta populações cristãs e muçulmanas. Paralelamente, o país enfrenta inflação elevada, aumento do custo de vida e desvalorização da moeda nacional, fatores que influenciam o debate público sobre as reformas econômicas adotadas pelo atual governo.

Com o calendário definido, a INEC deve divulgar, nos próximos meses, o cronograma detalhado de registro de eleitores, candidaturas e campanhas. A comissão afirma que o processo seguirá os parâmetros legais em vigor e que a implementação de novos mecanismos tecnológicos busca ampliar a transparência e a rastreabilidade da votação.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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