A Camisa Verde e Branco, tradicional escola da Barra Funda, encerrou a segunda noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, na madrugada de domingo (15), com uma grande homenagem às religiões de matriz africana no Sambódromo do Anhembi.
O enredo “Abre Caminhos” foi uma celebração a Exu e às entidades que guardam e movimentam as ruas e as encruzilhadas. O desfile, por sua vez, explorou as energias que Exu movimenta e as entidades que zelam por esses caminhos abertos.
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A escola apresentou os caminhos de Exu mostrando como ele está presente em símbolos, cores, sinais e até nas roupas do cotidiano. O orixá é celebrado como o guardião das encruzilhadas, o mensageiro entre os planos e o senhor do movimento e da transformação, capaz de converter energias paradas em ação.
Após desfilar com a escola na ala “Oferendas para Exu”, o jornalista Pedro Borges, co-fundador e editor da Alma Preta, ressaltou a importância de celebrar as raízes ancestrais.
“O Carnaval é o momento em que a gente consegue, no Brasil, falar de uma maneira tão positiva sobre as tradições de matriz africana. E eu acho que o Camisa fez isso de uma maneira grandiosa”, celebra.
O desfile deste ano tem um peso extra para a agremiação. Após mais de 20 anos, a escola retornou ao Desfile das Campeãs em 2025 e busca agora um título que não conquista desde 1993.