PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Ministra Macaé Evaristo defende tese na UFMG sobre atuação de mulheres negras na política

O trabalho demonstra como mulheres negras produziram políticas antirracistas no interior do estado. O conceito de “escrevivência” guiou a pesquisa realizada na Faculdade de Educação
Imagem da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, durante participação do Seminário de Direitos Humanos em SP no Sindicato dos Engenheiros em 19 de fevereiro de 2025.

Imagem da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, durante participação do Seminário de Direitos Humanos em SP no Sindicato dos Engenheiros em 19 de fevereiro de 2025.

— Rovena Rosa/Agência Brasil

19 de fevereiro de 2026

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, defende nesta quinta-feira (19) a tese “Ações afirmativas: mulheres negras escrevivendo a política” pelo Programa de Pós-Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social (PPGE) da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG).

Com transmissão no YouTube, a defesa será a partir das 9h, no Auditório do CAD2, no campus da UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonte.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Macaé Evaristo analisa como mulheres negras em posições estratégicas contribuíram para a formulação e consolidação de políticas públicas de enfrentamento ao racismo no Brasil. “Mulheres negras no Estado não apenas ocuparam espaços, elas produziram outro patamar de democracia no Brasil,” afirma.

O estudo examina o período entre 2003 e 2016, fase marcada pela institucionalização de diretrizes curriculares antirracistas, ações afirmativas no ensino superior e fortalecimento de estruturas como a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI).

A pesquisa sustenta que a presença de gestoras negras produziu deslocamentos institucionais concretos e não apenas representatividade simbólica. Concomitantemente, analisa a sub-representação de mulheres negras na política institucional e em espaços de poder.

“O debate sobre sub-representação feminina e negra na política também é um debate epistemológico. Trata-se de reconhecer que a experiência de racialidade produz leituras específicas e críticas sobre o funcionamento do Estado”, explica a autora.

O trabalho também aborda o ambiente digital como nova arena de disputa política, analisando a violência simbólica nas redes sociais e os desafios da regulação democrática das plataformas.

A banca examinadora será composta pelos professores Ana Maria Rabelo Gomes (UFMG), Lúcia Helena Alvarez Leite (UFMG), Shirley Aparecida de Miranda (UFMG), Jailson de Souza e Silva (UFF), Miguel Gonzalez Arroyo (UFMG), Conceição Evaristo (IEA-USP), Rita Gomes do Nascimento (CLACSO) e Maria Inês da Silva Barbosa (UFMT). Os professores José Eustáquio Brito (UEMG) e Bárbara Bruna Moreira Ramalho (UFMG) estão na suplência.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano