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Camarões recebe africanos deportados pelos Estados Unidos

Grupo é formado por homens e mulheres cidadãos do Senegal, Serra Leoa e Etiópia; caso expõe política migratória restritiva do governo de Donald Trump
Em 5 de fevereiro de 2026, deportados algemados embarcam em um avião no Aeroporto Internacional de Minneapolis-Saint Paul, em Minneapolis, Minnesota, nos EUA.

Em 5 de fevereiro de 2026, deportados algemados embarcam em um avião no Aeroporto Internacional de Minneapolis-Saint Paul, em Minneapolis, Minnesota, nos EUA.

— Reprodução/AFP

18 de fevereiro de 2026

Após serem expulsos dos Estados Unidos devido à política de imigração do governo de Donald Trump , oito imigrantes africanos chegaram a Camarões, informou a Agence France-Presse (AFP) nesta quarta-feira (18). Os imigrantes são naturais do Senegal, Serra Leoa e Etiópia.

O grupo desembarcou na segunda-feira (16), com cinco homens e três mulheres, que estavam detidos pelas autoridades na capital, Yaoundé, segundo Alma David, advogada de imigração nos Estados Unidos, e Joseph Fru Awah, advogado camaronês familiarizado com o caso.

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Camarões é o mais recente entre diversos países africanos a receber estrangeiros expulsos em razão da política de imigração restritiva do presidente estadunidense Donald Trump. Antes, Gana, Eswatini, Ruanda, Guiné Equatorial e Sudão do Sul também aceitaram deportados.

A medida ocorre em meio ao endurecimento das regras migratórias. Em janeiro, o governo dos Estados Unidos cancelou vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil e 25 nações africanas. As restrições passaram a vigorar em 21 de janeiro.

Até o momento, nenhum acordo formal que regulamente essas transferências entre Camarões e os Estados Unidos foi divulgado por qualquer um dos dois países.

Segundo o jornal The New York Times, outro voo procedente da Louisiana, com nove africanos expulsos dos Estados Unidos a bordo, chegou a Yaoundé em 14 de janeiro.

O governo estadunidense também enviou estrangeiros para Sudão do Sul, Eswatini e El Salvador, apesar de questionamentos sobre o histórico de direitos humanos desses países e do fato de que nem todos os deportados são originários dessas nações.

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  • Thayná Santana

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