O oficial e porta-voz do Movimento 23 de Março (M23), grupo armado que ocupa territórios no leste da República Democrática do Congo (RDC), Willy Ngoma, foi morto nesta segunda-feira (24) durante um ataque com drone na cidade de Rubaiya, na província de Kivu do Norte.
Funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) que atuam no local informaram que os equipamentos tinham como alvo uma área utilizada como base pelo grupo há semanas. Até o momento, não há informações sobre a autoria dos ataques.
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O país congolês anunciou, há 11 dias, em 13 de fevereiro, ter aceitado o princípio de cessar-fogo do conflito armado no leste do país, que, segundo o governo, já vitimou 17.015 pessoas nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul. A proposta, originada de esforços de mediação regional e internacional, previa um congelamento “estrito e imediato” das posições militares.
A movimentação ocorreu após apelo de Angola, mediadora do processo, para que o governo da RDC e o M23 respeitassem um cessar-fogo a partir de 18 de fevereiro.
Um primeiro cessar-fogo humanitário foi anunciado pelo grupo armado, apoiado por Ruanda, em 4 de fevereiro, mas foi rompido após novas ofensivas no dia seguinte.
O contexto na região de Kivu do Norte e Kivu do Sul, uma das mais ricas em minerais essenciais para a produção de dispositivos eletrônicos e baterias, é marcado por conflitos e disputas por recursos naturais. Enquanto o governo de Kinshasa acusa Ruanda de exploração ilegal desses recursos, o governo ruandês defende que sua presença militar visa eliminar grupos armados formados por extremistas hutos envolvidos no genocídio de 1994.
Ao longo dos últimos três anos, o M23 ampliou suas relações de influência e intensificou a desestabilização da região, com constantes combates que agravam a crise humanitária. Estima-se que aproximadamente 7,4 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar internamente ou buscar refúgio em países vizinhos.