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Projeto investiga fenômeno social da black music na zona norte de São Paulo

Iniciativa analisa o surgimento da black music na zona norte da capital paulista na década de 1970 e resultará em uma exposição em junho
Janaína Machado, mestre em estudos étnicos e africanos pela UFBA e integra o núcleo de Artistas Convidados do projeto Caminhos da Black Music.

Janaína Machado, mestre em estudos étnicos e africanos pela UFBA e integra o núcleo de Artistas Convidados do projeto Caminhos da Black Music.

— Igor Miranda/Divulgação

8 de março de 2026

O Coletivo Arte (In)visível lançou em 2026 o projeto expositivo e formativo “Caminhos da Black Music“. A iniciativa, contemplada pelo Programa VAI 2025, visa investigar o fenômeno social da black music na Zona Norte de São Paulo, na década de 1970, promovendo a visibilidade de artistas negros e periféricos em um movimento intergeracional.

O projeto se desenvolverá ao longo do primeiro semestre, com uma formativa artística que culminará em uma exposição na Casa de Cultura Municipal Freguesia do Ó – Salvador Ligabue. 

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“Partindo do processo de afetividade com os ritmos e sonoridades da black music, gerado por uma transmissão geracional familiar, compreendo a necessidade de pesquisarmos e construirmos nossas próprias fabulações e narrativas históricas”, explica a artista plástica e dj-pesquisadora Bruna das Virgens, idealizadora do projeto.

A iniciativa surgiu a partir da pesquisa encabeçada por Bruna das Virgens e ampliada para o projeto idealizado em parceria com o historiador e fotógrafo Igor Miranda. Através do Coletivo Arte (In)Visivel reúne a designer de interiores Amanda Gloria, a geógrafa e educadora Daniela Lima, o comunicador Augusto Godoy e o designer Gabriel Moraes.

O projeto buscou mapear 11 artistas, entre convidados e selecionados, via edital, para elaborar obras sobre os desdobramentos da Black Music no contexto paulista. 

Entre os artistas convidados estão a pintora e muralista Brawn, a artista visual Bruna das Virgens, a mestre em estudos étnicos e africanos Janaina Machado, o multiartista Nelson Triunfo; o artista visual RAMO e o pixador e ativista NEGROMIA. 

Para a exposição, através do edital, haverão cinco selecionados para fechar o time de artistas. Nos próximos três meses, eles participarão de um laboratório da black music, composto por seis encontros formativos para produção das obras a serem exibidas em junho na Casa de Cultura Municipal Freguesia do Ó. 

Com a exposição, o público ocupará um território de troca e reflexão, através das obras desenvolvidas pelos artistas e a pesquisa do projeto, que vai confluir elementos da artes visuais e musicalidade presentes no cotidiano da Black Music. 

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