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Médica negra é morta em operação policial no Rio; autoridades se manifestam

Andréa Marins Dias, de 61 anos, era ginecologista, cirurgiã e oncologista, reconhecida por sua atuação voltada à saúde da mulher
A médica Andréa Marins Dias.

A médica Andréa Marins Dias.

— Reprodução/Instagram

16 de março de 2026

Uma médica foi morta durante uma operação policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Andréa Marins Dias, de 61 anos, foi alvejada em seu carro por tiros de fuzil quando retornava da casa dos pais no último domingo (15). 

Dias era ginecologista, oncologista e cirurgiã-geral, com mais de 28 anos de atuação no cuidado com a saúde da mulher, com um perfil de grande repercussão nas plataformas sobre o tema. De acordo com testemunhas, os policiais teriam confundido seu veículo com o de criminosos. 

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Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), os agentes que integraram a ação foram afastados preventivamente das ruas até a conclusão das investigações. A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação.

Ministra Anielle Franco questiona a ação

Em nota no X (antigo Twitter), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, manifestou solidariedade à família da médica e questionou a recorrência da letalidade de pessoas negras em decorrência de operações policiais.

“Até quando a ausência de políticas de segurança produzirão cenas como essa? Até quando vamos perder pessoas negras pela violência?”, questionou. 

A ministra ainda destacou que acionou as autoridades responsáveis para que a investigação seja célere e rigorosa, com a devida análise dos registros das câmeras corporais utilizadas na ocasião. 

A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) também se manifestou nas redes sociais e recordou do caso de Evaldo Santos, morto em 7 de abril de 2019 com mais de 100 tiros de fuzil pela polícia. 

“O que vemos na segurança pública do Rio de Janeiro é a expressão mais cruel do racismo e de uma política de morte sustentada pelo governo de Cláudio Castro. Toda minha solidariedade aos familiares de Andréa! O governador deve respostas sobre mais esse caso de violência”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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