O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lançou o terceiro caderno da série “Trabalho Social com Famílias e Territórios no PAIF: Trilha para Prevenção da Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres”.
O evento ocorreu em Brasília com apoio do Ministério das Mulheres, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
A publicação constitui um guia para o trabalho cotidiano das equipes do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). O documento orienta profissionais a conhecer a paisagem dos territórios, reconhecer obstáculos, planejar percursos e atuar lado a lado com as mulheres na construção de territórios livres da violência doméstica e familiar.
A edição introduz e sistematiza o conceito de prevenção no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A proposta compreende a prevenção como ação contínua, realizada antes, durante e após a manifestação da violência doméstica e familiar contra mulheres.
A escolha do tema reconhece a gravidade da incidência da violência de gênero nas dinâmicas familiares e comunitárias e seus impactos sobre a vida das mulheres, suas famílias e os territórios.
O ministro do MDS, Wellington Dias, afirmou que a divulgação do caderno é relevante para o momento atual.
“A Assistência Social ampara muitas mulheres que passam por situações de violência. Orientar, ajudar e falar sobre esta causa é um dever de todos nós”, declarou em publicação ministerial. O titular da pasta também convidou os homens a se unirem à luta contra a violência às mulheres.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, argumentou que o desenvolvimento do país depende do enfrentamento à violência de gênero.
“Não haverá condições nenhuma de desenvolvimento econômico, social ou sustentável nesse país, se a gente não enfrentar uma das chagas mais difíceis, mais complexas da sociedade contemporânea mundial, que é a violência contra a mulher. Também é preciso combater o machismo, a misoginia, tudo o que é a raiz do patriarcado”, afirmou.