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Projeto capacita jovens de periferia de SP para trabalho em festivais

Iniciativa capacita jovens do bairro do Grajaú em gestão cultural e produção de eventos por meio de oficinas e game no universo Fortnite
Duas jovens e um jovem negro dando risada.

Duas jovens e um jovem negro dando risada.

— Reprodução/Freepik

29 de março de 2026

A Muda Cultural realiza a segunda edição do EconoArte, projeto que oferece capacitação em gestão cultural, produção de eventos e noções de educação financeira para estudantes em situação de vulnerabilidade do Grajaú, periferia da zona sul de São Paulo.

A nova edição, patrocinada pela igc e viabilizada por meio do PROMAC, ocorre até abril de 2026 no Instituto Anchieta Grajaú (IAG) e prevê oito oficinas presenciais, somando 16 horas de formação.

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As atividades serão realizadas às segundas e sextas-feiras, em dois períodos — das 10h às 12h e das 13h às 15h — e devem atender cerca de 60 jovens, divididos em duas turmas.

Durante os encontros, os participantes terão contato com conteúdos práticos sobre organização de eventos, produção cultural e noções de planejamento financeiro, explorando as diferentes etapas necessárias para a realização de um festival ou evento artístico.

Os estudantes também conhecem aspectos técnicos da produção, como montagem de palco, estruturas de box truss, segurança, iluminação, backstage e banheiros químicos, entendendo como cada área se conecta para viabilizar um grande evento.

A proposta  estimula valores como coletividade, pertencimento e colaboração, mostrando como diferentes áreas de trabalho se conectam na produção de um festival ou evento cultural e busca ampliar o repertório profissional dos jovens e apresentar novas possibilidades de carreira dentro da economia criativa, setor que reúne áreas como música, audiovisual, design, games, moda e tecnologia.

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Indústria de festivais cresce e amplia oportunidades

A formação acontece em um momento de forte movimentação do mercado de música ao vivo no país. Após a retomada do setor no período pós-pandemia, o Brasil registrou 366 festivais de música mapeados em 2025, consolidando o país como um dos principais mercados globais de eventos e turnês internacionais.

Nas próximas semanas, São Paulo recebe alguns dos maiores festivais do calendário nacional, que movimentam milhares de profissionais além dos artistas que sobem ao palco, como Monsters of Rock (4 de abril), Gop Tun Festival (11 e 12 de abril), Somos Rock Festival e Nômade Festival (2 e 3 de maio).

Além dos artistas, eventos dessa escala mobilizam centenas de profissionais em áreas como produção cultural, cenografia, tecnologia, logística, comunicação, segurança, sustentabilidade e gestão de público — oportunidades de trabalho que muitas vezes ainda são pouco conhecidas por jovens em início de carreira.

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Game educativo permite criar um festival virtual

Um dos diferenciais do projeto é o uso do RealFest, jogo educativo desenvolvido dentro do universo do Fortnite.

Ao final das oficinas, os participantes aplicam os conhecimentos adquiridos ao criar e administrar um festival de música virtual dentro do game, tomando decisões sobre orçamento, infraestrutura, programação artística e organização do evento.

O jogo foi desenvolvido em parceria com a Salve Games e, nesta segunda edição, o RealFest passa por atualizações e aprimoramentos pedagógicos, incorporando aprendizados da primeira edição do projeto.

O jogo está disponível gratuitamente na plataforma Fortnite e pode ser acessado em computadores e dispositivos móveis (iOS e Android). Para encontrá-lo, basta buscar pelo nome RealFest ou inserir o código 4085-2996-4598 na busca de ilhas.

Formação também inclui educadores e visitas culturais

Além das oficinas voltadas aos estudantes, o EconoArte promove um workshop formativo para educadores, que acontece no dia 24 de abril, das 9h às 12h.

A atividade apresenta metodologias que conectam cultura, tecnologia e educação financeira, ampliando o alcance pedagógico da iniciativa e o repertório dos alunos com experiências reais do setor cultural.

O projeto também prevê duas saídas pedagógicas, com visitas a espaços culturais e socioambientais da cidade, entre eles a Casa Ecoativa e o Itaú Cultural.

Para estimular o engajamento e a permanência nas atividades, os participantes do EconoArte recebem bolsa-auxílio durante o período do projeto, além de brindes institucionais.

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