Uma análise do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) das imagens registradas pelas câmeras corporais utilizadas por 51 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), durante a Operação Contenção, em outubro de 2025, revelou que 17% dos agentes retiraram os equipamentos durante a ação.
A operação ocorreu no dia 28 de outubro de 2025, nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, e resultou em 122 mortes, tornando-se a maior chacina policial da história do país. A ação gerou diversas denúncias de execuções, roubos, abuso de autoridade e impedimentos ao reconhecimento dos corpos das vítimas.
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O caso ganhou grande repercussão e teve imagens amplamente divulgadas em veículos nacionais e internacionais. Em resposta, órgãos como o MPRJ, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Organização das Nações Unidas (ONU) solicitaram investigações, a entrega das imagens gravadas pelas câmeras corporais e outras providências.
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De acordo com o Ministério Público, o percentual de policiais que não utilizaram as câmeras ainda pode aumentar, pois o percentual corresponde às ocorrências analisadas até agora. Também foram identificados indícios de obstrução proposital das imagens em 7,8% dos casos.
Em cerca de 82% dos registros, a análise indica que os equipamentos foram utilizados corretamente. Até o momento, o órgão já apresentou oito denúncias contra 27 policiais militares por crimes praticados durante a operação, incluindo invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens e apropriação de armamento.
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Texto com informações da Agência Brasil.