A Fundação Itaú e a Fundação Tide Setubal estão com inscrições abertas para a terceira edição do Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026, que tem como temática Arte e Cultura na Educação Integral em Perspectivas com Saberes Afrodiaspóricos e Indígenas.
O chamamento selecionará até 12 pesquisas, entre estudos em andamento e concluídos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até dia 19 de maio, às 17h, exclusivamente pelo site. O resultado será divulgado até dia 3 de novembro.
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O chamamento é voltado a pessoas pesquisadoras pretas, pardas e indígenas maiores de 18 anos, nascidas no Brasil, naturalizadas ou estrangeiras com residência fixa no país há mais de dois anos. Todas devem estar vinculadas a universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, coletivos e observatórios.
A iniciativa busca fomentar a formação e o desenvolvimento de profissionais que atuam nas áreas acadêmica e cultural, incentivando a produção e a circulação de conhecimentos comprometidos com a valorização de histórias, culturas e saberes ancestrais.
Nesta edição, as pesquisas devem se enquadrar em um dos quatro eixos temáticos: Expressões Artísticas e Linguagens; Identidade, Memória e Patrimônio; Diversidade e Direitos Humanos; e Sustentabilidade e Território.
Todos os projetos têm de estar inseridos, com aplicação prática, no contexto da educação integral, entendida como uma abordagem que promove o desenvolvimento pleno dos indivíduos em suas dimensões cognitiva, física, emocional, social e cultural.
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As inscrições podem ser feitas nas categorias Pesquisa e Estudos em Andamento ou Pesquisa e Estudos Concluídos. É permitida a participação nas duas categorias, mas as inscrições devem ser feitas separadamente. Nesse caso, o candidato só poderá ter apenas um trabalho selecionado.
As pesquisas podem ser inscritas em formatos escritos, mas também serão aceitas produções em formatos digitais e audiovisuais, a exemplo de registros fotográficos, sonoros, documentários, sites e aplicativos. O processo seletivo ocorre entre junho e outubro deste ano.
Os inscritos serão avaliados por duas comissões. Uma delas é a Comissão de Avaliação, responsável pela análise dos projetos em relação aos critérios do programa e às temáticas propostas, e a outra é a Comissão de Seleção, composta por cinco profissionais com atuação reconhecida nas áreas de educação integral e cultura, que definirá os trabalhos contemplados.
O objetivo do programa é contribuir para o enfrentamento do racismo e de outras formas de violência correlatas. A partir de então, foca em práticas e reflexões que ampliam as possibilidades de aprendizagem e valorizam diferentes formas de conhecimento.
Ao aproximar o universo acadêmico e experiências vividas, busca estimular a produção de estudos que dialoguem com territórios, identidades e práticas culturais diversas, contribuindo para a construção de uma educação inclusiva, crítica e conectada com a realidade brasileira
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