O assassinato de Rosimilck Rick Maciel Amorim, de 22 anos, ganhou repercussão política após manifestação pública da deputada estadual Lívia Duarte (PSOL-PA). A morte do jovem negro ocorreu durante uma operação policial em Oeiras do Pará em novembro de 2024.
O caso foi revelado pela Alma Preta. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar classificou o episódio como um caso de “racismo, execução e abuso de autoridade” e pediu respostas sobre a operação que terminou com a morte de Rosimilck.
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“O poder público precisa responder: por que não houve responsabilização dos envolvidos? Por que ignorou provas e denúncias? É preciso ter uma investigação independente, acompanhamento do Ministério Público, proteção à família da vítima e transparência total sobre o caso”, destacou a deputada.
Entenda o caso
O caso veio à tona após reportagem da Alma Preta revelar questionamentos sobre a operação policial que resultou na morte de Rosimilck Amorim, em novembro de 2024.
Quem comandou a ação foi o delegado Marcello Henrique Carvalho Cunha. A justificativa era a de que a delegacia recebeu uma denúncia anônima sobre suposto envolvimento da vítima com tráfico de drogas e posse de armas.
A versão policial sustentava que Rosimilck teria reagido à abordagem atirando contra os agentes, o que teria motivado a resposta policial. No entanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pela reportagem mostram agentes conduzindo o jovem imobilizado até o quarto onde foi morto.
A reportagem também apontou outras irregularidades envolvendo a operação, como a presença de um servidor armado participando da ação, apesar de não integrar forças de segurança. Também questionamos sobre a condução da investigação inicial, que terminou sem indiciamento dos policiais envolvidos.
O caso, inicialmente arquivado pela Justiça, voltou a ser analisado após contestação da família.
“Até agora, ninguém foi responsabilizado. Em uma estrutura racista, a juventude negra segue sendo alvo da violência de Estado. Justiça por Rosimilck!”, pediu Lívia Duarte nas redes sociais.
Até o momento — ou seja, cinco dias após a primeira reportagem sobre o caso —, a Polícia Civil, a Corregedoria da Polícia Civil, a Polícia Militar, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Justiça do Pará não responderam aos questionamentos da Alma Preta sobre o caso.