Federações de 13 países classificados para a Copa do Mundo de 2026 divulgaram um comunicado conjunto neste domingo (14) em resposta às declarações do presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), Aleksander Ceferin, sobre a ampliação do torneio para 48 seleções.
Entre os signatários estão Marrocos, Senegal, Costa do Marfim, Egito, Gana, África do Sul, República Democrática do Congo, Haiti, Cabo Verde e Curaçao.
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A manifestação ocorreu após Ceferin afirmar, em entrevista a um canal de televisão da Eslovênia, que a expansão da Copa do Mundo poderia resultar em partidas “desinteressantes”. A edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, reúne 48 equipes e terá 104 jogos até a final, marcada para 19 de julho.
No comunicado enviado à agência de notícias AFP, as federações afirmaram que rejeitam as declarações do dirigente europeu e defenderam o significado esportivo e social da classificação para países que historicamente tiveram menos espaço no principal torneio do futebol mundial.
“Para nossos países, nenhuma partida da Copa do Mundo carece de importância”, afirmaram as entidades.
A Copa do Mundo de 2026 marca a primeira edição com 48 seleções, aumento em relação às 32 equipes que participaram do torneio entre 1998 e 2022. A mudança ampliou o número de vagas para todas as confederações continentais e permitiu a presença de países que raramente alcançavam a fase final da competição.
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Defesa das novas seleções classificadas
As federações destacaram que a ampliação do torneio permitiu a presença de seleções que nunca haviam participado de uma Copa do Mundo ou que retornam ao torneio após longos períodos de ausência.
Segundo a nota, a classificação representa “uma conquista histórica” para países como Cabo Verde, Curaçao e Uzbequistão, além de simbolizar a realização de um projeto perseguido por gerações de atletas e torcedores.
O documento também cita o retorno da República Democrática do Congo e do Haiti ao torneio como momentos de significado para milhões de pessoas que aguardaram anos (em alguns casos, décadas) para voltar ao palco mundial.
A República Democrática do Congo, por exemplo, disputa sua primeira Copa do Mundo desde 1974, quando o país ainda utilizava o nome Zaire. Já o Haiti retorna ao torneio após décadas sem participação.
Crítica à falta de reconhecimento
No texto, as federações afirmam que considerar algumas partidas menos relevantes representa uma desvalorização do esforço realizado por atletas, treinadores, dirigentes e torcedores de países fora do eixo tradicional do futebol internacional.
“Sugerir que esses jogos são, de alguma forma, menos importantes é profundamente decepcionante e reflete uma falta de reconhecimento dos esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes e torcedores em todo o mundo”, diz o comunicado.
As entidades também defenderam uma visão mais ampla da modalidade e ressaltaram que o futebol não deve ser tratado como patrimônio de um grupo restrito de países.
“O futebol não pertence a um grupo reduzido de nações”, afirmaram as federações, acrescentando que “cada país classificado merece respeito e conquistou seu lugar por seus próprios méritos”.
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