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Programa que leva estudantes negros para o exterior prorroga inscrições

Coordenado pelo Fundo Baobá, o Black STEM oferece bolsas de R$ 42 mil anuais; inscrições vão até 18 de maio
Camila Martins, Diovana Negeski e Eric Ribeiro, estudantes da primeira edição do BlackSTEM.

Camila Martins, Diovana Negeski e Eric Ribeiro, estudantes da primeira edição do BlackSTEM.

— Divulgação/Thalita Guimarães

15 de maio de 2026

O Fundo Baobá para Equidade Racial prorrogou o prazo de inscrições para a terceira edição do programa Black STEM até o dia 18 de maio, às 17h. A iniciativa, em parceria com a B3 Social, oferece apoio financeiro a estudantes negros e negras aprovadas em cursos de graduação no exterior nas áreas de STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

O programa busca apoiar a permanência de pessoas negras na academia internacional e fortalecer sua presença em carreiras estratégicas e de alta demanda global.

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Podem se inscrever candidatos brasileiros natos ou naturalizados, autodeclarados negros (pretos ou pardos), que atendam aos critérios do Black STEM. As informações sobre o edital e o acesso para inscrição estão disponíveis aqui.

Entre os documentos exigidos estão o histórico escolar (ou comprovante de conclusão do ensino médio) e duas cartas de recomendação, que destaquem o perfil acadêmico, o potencial e as motivações do candidato para participar do Black STEM.

Além disso, também é preciso a carta de aceite em universidade estrangeira em curso das áreas de STEM, ou outro documento que comprove o vínculo e o início das atividades em 2026, um documento comprobatório de aceite em programa(s) de bolsas, parcial ou integral, na instituição que irá estudar ou em outra fonte e, por fim, um vídeo de apresentação.

Leia mais: Campanha quer ampliar acesso e permanência de estudantes negros no ensino superior

Gabriela Ferreira, Gabriel Hemtrio, Maria Luiza Ferreira e Enio Barbosa, estudantes selecionados na segundo edição do Black STEM. (Créditos: Divulgação/Thalita Guimarães)

“O programa Black STEM tem contribuído para a presença de jovens negros em carreiras STEM em universidades estrangeiras, garantindo não apenas o apoio financeiro essencial à permanência, mas também ações de mentoria qualificada e a formação de uma rede crescente de bolsistas, mentores e parceiros. Todos esses elementos de incentivo contribuem para o fortalecimento das trajetórias dos bolsistas, não somente para apoiar o seu desenvolvimento acadêmico, mas também para fomentar um projeto futuro de atuação profissional pautado por um compromisso coletivo com a equidade racial”, afirma Taina Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá

Além da bolsa de estudo, as pessoas selecionadas terão acesso a mentoria individual e coletiva, acompanhamento psicológico, conexão com lideranças negras e participação em atividades formativas.

Ao todo, o programa destina R$42 mil anuais para cada aluno e o incentivo tem duração de um ano, podendo ser renovado até o final do curso, caso o estudante cumpra as metas do programa. 

Leia mais: Apenas 33% das universidades federais brasileiras têm políticas de permanência voltadas a estudantes negros

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