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Desemprego entre jovens negras é quase 3 vezes maior do que entre homens brancos

Estudo aponta que mulheres negras de 25 a 29 anos continuam registrando os piores indicadores de desemprego, informalidade e rendimento no mercado de trabalho brasileiro
Aula magna do ativista político antirracista e tradutor luso-senegalês, Mamadou Baila Ba, no II Congresso Internacional de Estudos Afrodiaspóricos, Rio de Janeiro.

Aula magna do ativista político antirracista e tradutor luso-senegalês, Mamadou Baila Ba, no II Congresso Internacional de Estudos Afrodiaspóricos, Rio de Janeiro.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

5 de junho de 2026

O relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, divulgado na quinta-feira (4), indica que as mulheres negras seguem registrando os piores indicadores de desocupação, informalidade, desalento e rendimento. 

O estudo, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), foi realizado com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O levantamento indica que, mesmo com a melhora nos percentuais de educação formal e renda, as desigualdades estruturais persistem para mulheres com idades entre 14 e 29 anos. 

Segundo a pesquisa, entre os 14 e 17 anos, as mulheres negras registraram uma taxa de desocupação de 24,7%, cerca de 1,6 vezes maior do que a dos homens brancos. 

Leia mais: Taxa de desemprego de jovens mulheres negras mobiliza rede nacional por trabalho digno

Apontada como período crucial de transição entre a escola e o trabalho, a faixa etária de 18 a 24 anos apresentou um índice 1,6 maior do que a dos homens brancos. 

No último grupo, de 25 a 29 anos, foi constatada uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro do observado entre as mulheres brancas e 2,8 vezes superior à dos homens brancos. 

A disparidade de condições também foi notada no acesso ao trabalho formal e na renda das mulheres negras. Em 2025, o rendimento médio delas correspondeu a somente 46,5% dos rendimentos de homens brancos.

 Em relação à informalidade, o índice entre as jovens negras foi de 39,1%, cerca de 10% acima do registrado entre as brancas. Nesse quesito, o recorte mais fragilizado é o dos homens negros, com 44,2%. 

Leia mais: Mulheres negras têm a pior renda anual média do Brasil, diz relatório

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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