O relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, divulgado na quinta-feira (4), indica que as mulheres negras seguem registrando os piores indicadores de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O estudo, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), foi realizado com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O levantamento indica que, mesmo com a melhora nos percentuais de educação formal e renda, as desigualdades estruturais persistem para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Segundo a pesquisa, entre os 14 e 17 anos, as mulheres negras registraram uma taxa de desocupação de 24,7%, cerca de 1,6 vezes maior do que a dos homens brancos.
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Apontada como período crucial de transição entre a escola e o trabalho, a faixa etária de 18 a 24 anos apresentou um índice 1,6 maior do que a dos homens brancos.
No último grupo, de 25 a 29 anos, foi constatada uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro do observado entre as mulheres brancas e 2,8 vezes superior à dos homens brancos.
A disparidade de condições também foi notada no acesso ao trabalho formal e na renda das mulheres negras. Em 2025, o rendimento médio delas correspondeu a somente 46,5% dos rendimentos de homens brancos.
Em relação à informalidade, o índice entre as jovens negras foi de 39,1%, cerca de 10% acima do registrado entre as brancas. Nesse quesito, o recorte mais fragilizado é o dos homens negros, com 44,2%.
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