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Quem foi Didi, peça-chave do 1º título do Brasil na Copa do Mundo

Meio-campista foi um dos principais nomes da seleção campeã de 1958 e exerceu papel decisivo na conquista da primeira Copa do Mundo do Brasil
Didi acompanhado enquanto interage com um brinquedo simulando futebol.

Didi acompanhado enquanto interage com um brinquedo simulando futebol.

— Reprodução/FIFA

14 de junho de 2026

Quando o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, em 1958, o mundo conheceu Pelé. Mas antes de o jovem atacante se transformar no principal símbolo daquela seleção, outro jogador já exercia papel central dentro da equipe, Waldir Pereira, mais conhecido como Didi.

Líder em campo e responsável pela organização do time, o meio-campista foi um dos protagonistas da campanha que garantiu ao Brasil seu primeiro título mundial.

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Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Waldyr Pereira ficou conhecido nacional e internacionalmente como Didi. Considerado um dos grandes articuladores do futebol brasileiro, ele chegou à Copa da Suécia aos 29 anos como um dos atletas mais experientes do elenco comandado por Vicente Feola.

Naquele momento, o Brasil ainda carregava o peso da derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950, no Maracanã. A seleção buscava seu primeiro título mundial e depositava em jogadores como Didi a responsabilidade de conduzir uma geração que misturava experiência e juventude.

Leia mais: Didi, o treinador negro no futebol do século XX

Didi atuava como organizador do meio-campo. Era dele a tarefa de controlar o ritmo das partidas, distribuir passes e conectar defesa e ataque. Sua capacidade de leitura de jogo o transformou em uma das referências técnicas da equipe.

Na campanha da Copa de 1958, o Brasil contou com nomes que entrariam para a história, como Pelé, Garrincha, Vavá e Zagallo. Ainda assim, Didi exerceu função central na engrenagem do time.

A importância do camisa 6 ficou evidente ao longo do torneio. Ele participou da construção das jogadas ofensivas e ajudou a dar equilíbrio à equipe em momentos de pressão. O desempenho lhe rendeu o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, reconhecimento concedido após a conquista do título.

O episódio que marcou a final

A imagem mais conhecida da trajetória de Didi na Copa de 1958 surgiu na decisão contra a Suécia.

Jogando em casa, os suecos abriram o placar logo aos quatro minutos de partida. O gol trouxe à memória o trauma brasileiro de 1950 e criou um ambiente de tensão entre os jogadores.

Foi nesse momento que Didi protagonizou uma cena que se tornou parte da história do futebol brasileiro. Em vez de buscar a bola rapidamente para reiniciar a partida, ele caminhou até o gol, pegou a bola com calma e retornou ao meio-campo em ritmo lento.

Anos depois, diversos relatos de companheiros apontaram que a atitude teve o objetivo de tranquilizar a equipe e evitar que o nervosismo tomasse conta do time. O gesto ajudou a reorganizar emocionalmente os jogadores diante da pressão da final.

A resposta veio em campo. Ainda no primeiro tempo, Vavá marcou duas vezes e colocou o Brasil em vantagem. Na etapa final, Pelé anotou dois gols, Zagallo fez outro, e a seleção venceu por 5 a 2 para conquistar seu primeiro título mundial.

Reconhecimento dentro e fora do Brasil

Além do destaque na Copa de 1958, Didi construiu uma carreira marcada por passagens por clubes como Fluminense, Botafogo, onde dividiu vestiário com Garrincha, Zagallo e Nilton Santos. Também jogou no Real Madrid ao lado de Di Stéfano, Puskás e Gento.

Foi também o criador da “folha seca”, cobrança de falta que se tornou uma de suas marcas registradas. O recurso ajudou a consolidar sua reputação como um dos jogadores mais influentes de sua geração.

Após pendurar as chuteiras, se tornou técnico. À frente da seleção peruana em 1970, classificou o país para seu primeiro Mundial desde 1930. O Peru eliminou a Argentina na Bombonera. No México, o time de Teófilo Cubillas chegou às quartas de final, onde perdeu para o Brasil por 4 a 2.

“Didi nos deu confiança. Ele sabia como falar com a gente, como nos posicionar. Era um técnico que transmitia calma e inteligência. Aprendi muito com ele”, relembrou Cubillas.

Leia mais: Didi: o único técnico negro brasileiro em Copas nunca treinou o Brasil

Texto com informações da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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