A seleção do Irã, que estreou na Copa do Mundo na segunda-feira (15), enfrentou novos problemas com a imigração dos Estados Unidos. Após empatar com a Nova Zelândia por 2 a 2 no jogo pelo Grupo G, o capitão Medhi Taremi e o auxiliar Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto de Los Angeles.
Segundo a agência de notícias iraniana Fars, enquanto toda a delegação já havia embarcado no avião para retornar ao México, onde a equipe está alojada, Taremi e Alhouei enfrentaram atrasos nos procedimentos migratórios.
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Além da dupla, o centroavante Mehdi Torabi, um dos destaques da equipe, ficou impedido de retornar aos Estados Unidos porque seu visto permitia apenas uma entrada no país.
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A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) informou que, diferentemente dos demais jogadores, que receberam o visto de múltiplas entradas para participar do Mundial, Torabi recebeu apenas o visto de entrada única. Qaleh Noui, técnico da seleção, classificou a situação como “injustiça”.
“Somos a equipe mais oprimida da história da Copa do Mundo. […] Isso foi uma injustiça. Elogio meus jogadores, eles jogaram com o coração. Tivemos um dos melhores jogos da primeira fase”, destacou Noui à Fars.
A entidade declarou que já tomou as providências para a obtenção de um novo visto para o atleta. Até o momento, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e os EUA não se pronunciaram sobre o caso.
Essa não é a primeira vez que a seleção denuncia impasses com a organização do evento e problemas com a imigração estadunidense. No dia 9 de junho, a FFIRI notificou a suspensão da cota de 8% dos ingressos para os torcedores iranianos, prevista nas normas da FIFA.
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