A polícia espanhola prendeu, nesta terça-feira (16), um torcedor do Atlético de Madrid por comentários racistas contra Vini Jr. antes da partida contra o Barcelona, nas quartas de final da Champions League, no dia 14 de abril.
À época, o homem, de 27 anos, foi filmado utilizando termos racistas para se referir ao atacante do Real Madrid, como “chimpanzé” e “macaco”. O brasileiro não estava em campo no momento dos ataques.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
As imagens geraram grande repercussão e resultaram na instauração de um inquérito contra o torcedor, localizado após investigação conjunta da Brigada Nacional de Informação da Polícia de Madri e Valência. O espanhol responderá por crime de ódio contra o jogador.
Leia mais: Racismo, xenofobia e elitismo marcam início da Copa do Mundo nos EUA
Não é a primeira vez que um torcedor do Atlético de Madrid é preso por ofensas a Vini Jr. Em 2025, quatro pessoas foram condenadas por crime de ódio e ameaças em um ato racista cometido no dia 26 de janeiro de 2023.
O episódio ocorreu durante um clássico contra o Real pela Copa do Rei, no qual os torcedores penduraram um boneco em referência ao atacante, simulando um enforcamento.
Autor do gol de empate na estreia do Brasil na Copa do Mundo contra o Marrocos no último sábado (13), o brasileiro tem uma atuação sólida no combate ao racismo no futebol. Ao longo de oito anos de Real Madrid, ele denunciou mais de 20 casos de discriminação racial às entidades futebolísticas.
Pela primeira vez, o Mundial tem uma norma antirracista, batizada de “Lei Vini Jr.”, que prevê a expulsão de jogadores que cubram a boca para ofender colegas em campo.
Leia mais: Copa de 2026 terá nova regra para combater racismo em campo