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Senegal deixa polêmica da Copa Africana para trás e mira vitória em estreia contra França na Copa do Mundo

Técnico Pape Thiaw afirma que disputa judicial sobre o título africano ficou em segundo plano; seleção aposta na experiência de Sadio Mané e relembra vitória histórica sobre os franceses em 2002
O árbitro congolês Jean-Jacques Ndala Ngambo solicita uma decisão do VAR durante a final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal e Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026.

O árbitro congolês Jean-Jacques Ndala Ngambo solicita uma decisão do VAR durante a final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal e Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026.

— Franck Fife/AFP

16 de junho de 2026

A seleção de Senegal estreia na Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira (16). às 16h (horário de Brasília), diante da França, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com o discurso voltado para o presente. Às vésperas da partida válida pelo Grupo I, o técnico Pape Thiaw afirmou que a polêmica envolvendo a Copa Africana de Nações ficou para trás e que a equipe está concentrada apenas na campanha mundialista.

A declaração ocorre em meio a uma disputa ainda aberta entre Senegal e a Confederação Africana de Futebol (CAF). Em janeiro, os senegaleses venceram Marrocos por 1 a 0 após a prorrogação na final da Copa Africana de Nações, disputada em Rabat. 

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A partida ficou marcada por um protesto dos jogadores de Senegal, que deixaram o gramado após a marcação de um pênalti para os marroquinos nos minutos finais do tempo regulamentar.

Os atletas retornaram ao campo, o meia Brahim Díaz desperdiçou a cobrança e, posteriormente, Pape Gueye marcou o gol que garantiu o título senegalês. A equipe também contestava a anulação de um gol marcado durante a decisão.

Dois meses depois, porém, a CAF retirou o título de Senegal como punição pela saída coletiva dos jogadores durante a partida. A federação senegalesa recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), e o caso segue sem decisão definitiva.

Apesar da pendência jurídica, Thiaw descartou qualquer influência do episódio na preparação para a Copa do Mundo.

“Não vou voltar à Copa Africana. Isso ficou para trás. Esta é a Copa do Mundo. Nós nos preparamos bem e estamos focados no jogo de amanhã”, afirmou o treinador.

Leia mais: Senegal recorre ao CAS após perder título da Copa Africana de Nações

Reencontro com a França após 24 anos

A estreia coloca Senegal novamente diante da França em uma Copa do Mundo. O confronto remete à abertura do Mundial de 2002, quando os africanos venceram os então campeões mundiais por 1 a 0 em uma das maiores surpresas da história do torneio.

Naquela ocasião, Pape Thiaw integrava o elenco senegalês, embora não tenha entrado em campo. Agora, como treinador, ele rejeita a ideia de que uma nova vitória seria considerada uma zebra.

“Não seria surpresa se vencêssemos uma equipe da França com jogadores de classe mundial. A França é favorita, mas nossa equipe foi campeã africana e se classificou para uma terceira Copa do Mundo consecutiva”, declarou.

A seleção senegalesa chega ao torneio com parte da base que consolidou o país entre as principais forças do futebol africano nos últimos anos. O principal nome segue sendo Sadio Mané, que retorna a uma Copa do Mundo aos 34 anos após ter ficado fora da edição de 2022 por lesão.

Outro destaque é o capitão Kalidou Koulibaly. Nascido na França e defensor da seleção senegalesa, ele foi liberado para atuar após superar um problema nas costas.

Leia mais: França x Senegal: horário, escalações e onde assistir ao jogo da Copa

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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