A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) confirmou na terça-feira (17) que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, após a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), que retirou o título do Senegal na Copa Africana de Nações e o atribuiu ao Marrocos.
Na terça-feira (17) a CAF informou que aplicou os artigos 82 e 84 do regulamento interno da competição e aceitou o recurso da Federação Marroquina de Futebol.
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A decisão teve como base a ameaça de abandono por parte da seleção senegalesa, que chegou a deixar o campo ao fim do tempo regulamentar em protesto contra a marcação de um pênalti para o Marrocos nos acréscimos do segundo tempo, da final, disputada em Rabat, em 18 de janeiro.
Em nota, a FSF classificou a decisão como injusta e afirmou que vai defender os interesses do futebol senegalês.
“A Federação Senegalesa de Futebol condena esta decisão injusta, sem precedentes e inaceitável, que traz descrédito ao futebol africano. Para defender seus direitos e os interesses do futebol senegalês, a Federação iniciará, o mais rapidamente possível, um recurso junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS)”, afirmou em nota.
O comunicado acrescentou que a federação manterá o público informado sobre os desdobramentos do caso.
Segundo o comitê, a equipe senegalesa infringiu o artigo 84 do regulamento da competição, o que levou à decretação da derrota por 3 a 0, com o resultado registrado a favor do Marrocos.
“O Conselho de Apelação da Confederação Africana de Futebol decidiu hoje que, em aplicação do Artigo 84 do Regulamento da Copa Africana de Nações (CAN), a Seleção Nacional do Senegal perdeu por WO a partida final da Copa Africana de Nações (CAN) TotalEnergies Marrocos 2025, com o resultado da partida sendo registrado como 3–0 a favor da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF)”, informou a entidade.
A decisão também citou o Artigo 82 do regulamento da competição, que determina que, caso uma equipe deixe o campo antes do término da partida sem autorização do árbitro, será considerada perdedora e eliminada. Já o Artigo 84 prevê que a violação dos artigos 82 e 83 pode resultar na exclusão da equipe e na derrota por 3 a 0.
Relembre a final
A controvérsia começou nos acréscimos do segundo tempo, quando, após revisão do VAR, foi marcado pênalti para o Marrocos. A arbitragem entendeu que Malick Diouf, do Senegal, cometeu falta sobre Brahim Díaz dentro da área.
Em protesto, jogadores senegaleses deixaram o campo, mas retornaram após intervenção do capitão Sadio Mané, que convenceu os companheiros a encerrar a partida.
Na cobrança do pênalti, Brahim Díaz, do Real Madrid, tentou uma cavadinha, defendida pelo goleiro senegalês Édouard Mendy, levando o jogo à prorrogação. Aos quatro minutos do tempo extra, Pape Gueye marcou o gol da vitória do Senegal por 1 a 0, resultado que inicialmente garantiu o título à equipe.