PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

África do Sul e Tunísia dão adeus à Copa; relembre trajetória das seleções africanas

Enquanto sul-africanos alcançaram pela 1ª vez o mata-mata no Mundial, os tunisianos deixaram o torneio sem pontos
Jogadores da África do Sul posam para uma foto da seleção antes da partida de futebol das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre África do Sul e Canadá, no Estádio de Los Angeles, em Inglewood, em 28 de junho de 2026.

Jogadores da África do Sul posam para uma foto da seleção antes da partida de futebol das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre África do Sul e Canadá, no Estádio de Los Angeles, em Inglewood, em 28 de junho de 2026.

— Etienne Laurent/AFP

29 de junho de 2026

África do Sul e Tunísia encerraram suas participações na Copa do Mundo de 2026. Os sul-africanos fizeram história ao alcançar o mata-mata pela primeira vez em quatro participações. Os tunisianos, em sua sétima presença no Mundial, somaram três derrotas em três jogos e não passaram da fase de grupos.

A Copa do Mundo de 2026 marcou o retorno da África do Sul ao principal torneio do futebol após 16 anos. A última participação havia ocorrido em 2010, quando o país sediou o Mundial.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A classificação foi conquistada nas Eliminatórias Africanas após uma disputa equilibrada com Nigéria e Benin. Os sul-africanos chegaram à rodada final fora da liderança, venceram Ruanda por 3 a 0 e garantiram a vaga graças à vitória da Nigéria sobre Benin.

No Mundial, os Bafana Bafana (apelido do idioma zulu, que significa “Garotos Garotos”) estrearam com derrota por 2 a 0 para o México. Em seguida, empataram por 1 a 1 com a República Tcheca e venceram a Coreia do Sul por 1 a 0, resultado que assegurou, pela primeira vez, a classificação da equipe para a fase eliminatória de uma Copa do Mundo.

O sonho terminou nos 16 avos de final. O Canadá venceu por 1 a 0 com um gol nos acréscimos e eliminou a seleção africana.

Apesar da derrota, o técnico Hugo Broos avaliou a campanha de forma positiva.

“Podemos estar muito satisfeitos com o que fizemos. Conseguimos chegar à segunda fase. Estamos decepcionados porque queríamos vencer, mas não podemos ficar muito decepcionados. Estou muito contente e orgulhoso da minha equipe”, afirmou em coletiva de imprensa após confronto com Canadá.

O treinador também aproveitou a eliminação para fazer uma análise sobre os desafios do futebol sul-africano. Segundo Broos, a diferença física entre sua equipe e seleções de maior nível internacional ficou evidente durante a partida contra os canadenses.

“Hoje perdemos por falta de potência e velocidade. O futebol moderno exige mais do que técnica. A África do Sul precisa trabalhar isso, principalmente em seus clubes”, declarou.

Leia mais: Seleções africanas no mata-mata da Copa; veja a lista de jogos

Tunísia repete eliminação precoce

A campanha tunisiana teve roteiro oposto. Presente em sua sétima Copa do Mundo e terceira consecutiva, a seleção chegou ao torneio após uma campanha dominante nas Eliminatórias Africanas. Sob o comando de Faouzi Benzarti e, posteriormente, Sami Trabelsi, terminou a disputa com 28 dos 30 pontos possíveis e sem sofrer gols em dez partidas.

A vaga foi confirmada com uma rodada de antecedência após a vitória sobre a Guiné Equatorial. No Mundial, porém, o desempenho ficou distante daquele apresentado nas eliminatórias.

Jogadores da Tunísia posam para uma foto da equipe durante a partida contra a Holanda, no dia 25 de junho, a última participação da seleção africana na Copa do Mundo 2026. Foto: Juan Mabromata/AFP

A estreia terminou com derrota por 5 a 1 para a Suécia. O resultado provocou uma mudança imediata no comando técnico. Sabri Lamouchi foi demitido após uma reunião de emergência, e o francês Hervé Renard assumiu a equipe ainda durante a competição.

A troca não alterou o cenário. A Tunísia perdeu os dois compromissos seguintes, incluindo a derrota por 3 a 1 para a Holanda na última rodada do Grupo F, e encerrou sua participação sem conquistar pontos.

O resultado repetiu um roteiro conhecido para as Águias de Cartago. Apesar de disputar sua sétima Copa do Mundo, a seleção nunca conseguiu superar a fase de grupos. As eliminações em 1978, 1998, 2002, 2006, 2018, 2022 e agora em 2026 mantiveram esse retrospecto.

Apesar da despedida precoce das duas seleções, o continente africano já fez história na competição. Pela primeira vez, nove seleções do continente avançaram à fase eliminatória da Copa do Mundo.

Leia mais: Com RD Congo e Cabo Verde, 9 seleções africanas avançam ao mata-mata da Copa

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano