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São Paulo muda nome de rua para homenagear história do samba na cidade

Projeto da Bancada Feminista do PSOL em conjunto com rodas de samba foi sancionado pela Prefeitura de São Paulo; substituição da placa deve ocorrer em agosto
Roda de samba na Barra Funda, em São Paulo.

Roda de samba na Barra Funda, em São Paulo.

— Joice Aguiar/Divulgação

11 de julho de 2026

A Rua João de Barros, na Barra Funda, passará oficialmente a se chamar Rua do Samba da Barra Funda. A mudança foi sancionada pela Prefeitura de São Paulo após aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 1434/2025, de autoria da Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo na Câmara Municipal, em conjunto com rodas de samba e movimentos sociais do bairro.

Conhecida desde os anos 1980 como “Rua do Samba”, a via é palco de tradicionais rodas de samba e encontros que ajudaram a consolidar a Barra Funda como um dos principais redutos da cultura negra e do samba paulistano. A substituição da placa com a nova denominação deve ocorrer no próximo mês.

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A mudança representa uma antiga reivindicação de moradores, rodas de samba e movimentos sociais, e foi acolhida pela Bancada Feminista do PSOL.

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A justificativa do projeto resgata a importância histórica da Barra Funda para o desenvolvimento do samba em São Paulo. O bairro abrigou o antigo Largo da Banana, considerado o berço do samba paulistano, e foi onde surgiu, em 1914, o primeiro cordão carnavalesco da cidade, que deu origem à escola de samba Camisa Verde e Branco.

Mesmo após os processos de expulsão da população negra da região, a Barra Funda permaneceu como território de resistência cultural e preservação das tradições populares.

Além de reconhecer esse patrimônio imaterial, a alteração também atende aos critérios da legislação municipal, uma vez que havia homonímia entre a Rua João de Barros, na Barra Funda, e outra via com o mesmo nome na cidade. O projeto contou ainda com a anuência expressa dos moradores da rua.

“A Rua do Samba já existe na memória da Barra Funda e o reconhecimento oficial é fundamental. São Paulo também precisa homenagear sua cultura popular e a contribuição da população negra para a construção da cidade”, afirma Silvia Ferraro, covereadora da Bancada Feminista.

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