A Rua João de Barros, na Barra Funda, passará oficialmente a se chamar Rua do Samba da Barra Funda. A mudança foi sancionada pela Prefeitura de São Paulo após aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 1434/2025, de autoria da Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo na Câmara Municipal, em conjunto com rodas de samba e movimentos sociais do bairro.
Conhecida desde os anos 1980 como “Rua do Samba”, a via é palco de tradicionais rodas de samba e encontros que ajudaram a consolidar a Barra Funda como um dos principais redutos da cultura negra e do samba paulistano. A substituição da placa com a nova denominação deve ocorrer no próximo mês.
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A mudança representa uma antiga reivindicação de moradores, rodas de samba e movimentos sociais, e foi acolhida pela Bancada Feminista do PSOL.
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A justificativa do projeto resgata a importância histórica da Barra Funda para o desenvolvimento do samba em São Paulo. O bairro abrigou o antigo Largo da Banana, considerado o berço do samba paulistano, e foi onde surgiu, em 1914, o primeiro cordão carnavalesco da cidade, que deu origem à escola de samba Camisa Verde e Branco.
Mesmo após os processos de expulsão da população negra da região, a Barra Funda permaneceu como território de resistência cultural e preservação das tradições populares.
Além de reconhecer esse patrimônio imaterial, a alteração também atende aos critérios da legislação municipal, uma vez que havia homonímia entre a Rua João de Barros, na Barra Funda, e outra via com o mesmo nome na cidade. O projeto contou ainda com a anuência expressa dos moradores da rua.
“A Rua do Samba já existe na memória da Barra Funda e o reconhecimento oficial é fundamental. São Paulo também precisa homenagear sua cultura popular e a contribuição da população negra para a construção da cidade”, afirma Silvia Ferraro, covereadora da Bancada Feminista.
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