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Melanina Acentuada Festival homenageia 80 anos do Teatro Experimental do Negro

Evento ocupa teatros e espaços culturais de Salvador entre 28 de julho e 3 de agosto com espetáculos, debates, oficinas e lançamentos de livros inspirados no legado de Abdias do Nascimento
Um bailarino se apresenta no palco.

Um bailarino se apresenta no palco.

— Rebeca dos Santos/Divulgação

9 de julho de 2026

O Melanina Acentuada Festival retorna a Salvador para sua 8ª edição entre os dias 28 de julho e 3 de agosto. A programação ocupa teatros e espaços culturais da capital baiana para homenagear os 80 anos do Teatro Experimental do Negro (TEN), fundado por Abdias do Nascimento em 1944, no Rio de Janeiro.

Idealizado pelo dramaturgo, ator, diretor e produtor Aldri Anunciação, o festival nasceu em 2012 com o propósito de ampliar a visibilidade de autores, artistas e pesquisadores negros. 

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A edição deste ano reúne 23 atividades culturais, entre espetáculos, lançamentos de livros, ateliês, leituras dramáticas, entrevistas públicas e oficinas.

“Ao celebrar os 80 anos do Teatro Experimental do Negro, o Melanina Acentuada reforça que o legado construído por Abdias do Nascimento permanece vivo até os dias atuais. Mais do que uma homenagem, esta edição busca compreender como as ideias inauguradas pelo TEN continuam reverberando nas dramaturgias, nas pesquisas, nos corpos em cena e na organização da produção cultural afrodiaspórica”, afirma Aldri Anunciação.

A abertura do festival ocorre no dia 28 de julho, no Goethe-Institut Salvador, com a estreia do monólogo “TYBYRA – Uma Tragédia Indígena Brasileira”, de Juão Nyn, às 19h. A peça tem direção de Renato Carrera e trilha sonora original de Clara Potiguara, vencedora do 36º Prêmio Shell de Teatro. Na sequência, a banda baiana Cabokaji apresenta um pocket show no pátio do Goethe-Institut.

O festival traz espetáculos de diferentes estados. Entre os destaques estão “MACACOS“, de Clayton Nascimento, sucesso de bilheteria que debate o racismo no Brasil, e “Namíbia, Não!”, de Aldri Anunciação, que completa 15 anos em cartaz. 

Também integram a programação “Black Machine”, “Abdias do Nascimento”, com o ator Lincoln Oliveira no papel do ativista, e o stand-up “De Férias com Koanza”.

Também estarão presentes no festival ateliês de ideias com os temas “Rastros do Teatro Experimental do Negro na cena contemporânea”, “Teatro Experimental do Negro: censura, guerra e ressonâncias” e “Teatro Experimental do Negro: Histórias, Críticas e Outros dramas”.

Leia mais: ‘Cadernos Negros’: documentário resgata histórias da maior produção literária negra do Brasil

Lançamentos e homenagens

O festival realiza o lançamento de livros de autores como Leda Maria Martins, Guilherme Diniz, Elisa Larkin, Jessé Oliveira e Aldri Anunciação. 

O livro “TEN – Testemunhos e Ressonâncias”, de Elisa Larkin e Jessé Oliveira, será lançado em 1º de agosto. No dia seguinte, Guilherme Diniz lança “Teatro Experimental do Negro: Histórias, Críticas e Outros dramas”.

Nomes como Eugênio Lima, Luciany Aparecida, Juão Nyn, Sulivã Bispo, Johayne Hildefonso, Daniel Arcades, Lincoln Oliveira, Paulo Henrique dos Santos, Fernando Lufer e Marina Esteves participam de processos criativos e debates ao longo da semana.

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Serviço

Evento: 8ª edição do Melanina Acentuada Festival

Quando: 28 de julho a 3 de agosto

Onde: Goethe-Institut Salvador (Vitória), Teatro Sesc Casa do Comércio (Caminho das Árvores), Teatro Jorge Amado (Pituba), Teatro Martim Gonçalves (Canela) e SESI Rio Vermelho (Rio Vermelho).

Mais informações disponíveis nas redes sociais do evento.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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