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Presidente da FIFA condena ataques racistas de senadora paraguaia a Mbappé

Infantino afirma que o futebol deve permanecer um espaço seguro e reforça compromisso da entidade no combate ao racismo; França e Paraguai também repudiaram as declarações
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, acompanha a partida da fase de 32 da Copa do Mundo entre Costa do Marfim e Noruega em Arlington, Texas, perto de Dallas, na terça-feira, 30 de junho de 2026.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, acompanha a partida da fase de 32 da Copa do Mundo entre Costa do Marfim e Noruega em Arlington, Texas, perto de Dallas, na terça-feira, 30 de junho de 2026.

— AP Photo/Sam Hodde

7 de julho de 2026

O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, condenou “de forma inequívoca” os comentários racistas dirigidos ao atacante francês Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (6), dois dias após a França eliminar o Paraguai por 1 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

“O mundo do futebol e a sociedade como um todo estão unidos em apoio ao capitão da seleção da França: devemos lutar contra o racismo e erradicá-lo juntos”, escreveu Infantino em uma mensagem publicada em seu perfil no Instagram. 

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“O futebol mostrou durante esta Copa do Mundo até que ponto é um poderoso fator de união em nossas vidas. Nosso esporte deve permanecer como um espaço inclusivo e seguro para todos nós”, prosseguiu.

Infantino concluiu assegurando que a FIFA continuará com seus “esforços para erradicar a chaga do racismo do nosso magnífico esporte e da sociedade”.

A controvérsia começou depois da partida disputada no último sábado (4), quando a França eliminou o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Após o apito final, Mbappé deixou o gramado sem cumprimentar o goleiro paraguaio Orlando Gill. O episódio motivou uma série de publicações da senadora Celeste Amarilla na rede social X (ex-Twitter).

“O bruto nem sequer aprendeu a escrever, em vez de leite materno, mamava em cocos e as coisas mais cultas que ouviu na vida foram chimpanzés. Você devia ter mostrado o dedo do meio para ele, Orlando Gill, eu faço isso no Senado e não acontece nada!!!”, escreveu.

Em uma das publicações, a parlamentar utilizou expressões de teor racista ao atacar a origem e a identidade do atacante francês. Amarilla também afirmou que lamentava o fato de jogadores paraguaios não terem agredido Mbappé após a partida.

“Camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo rico, prepotente e feio. Ele ficou nervoso e morrendo de medo durante a partida toda, assim como todo o seu time, não conseguiram marcar um gol sequer e venceram por sorte… A única coisa que muitos de nós lamentamos da ‘Albirroja’ é não terem dado um tapa de mão aberta na cara dele depois que o jogo acabou”, disse.

Leia mais: ‘Racismo descarado’: Mbappé reage à publicação racista de senadora do Paraguai

Mbappé reage às ofensas

Ainda na segunda-feira, o atacante respondeu às declarações por meio da mesma rede social. “Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna do seu cargo”, disse. 

Na sequência, Mbappé afirmou que não aceitará a propagação de discursos de ódio. “Jamais permitirei que pessoas como ela tenham a liberdade de espalhar o seu ódio e racismo pelo mundo.”

Além da manifestação da FIFA, os governos da França e do Paraguai também condenaram as declarações da senadora e manifestaram solidariedade ao atacante francês.

Leia mais: Fora dos campos, Mbappé reforça combate ao racismo e critica bets e avanço da extrema-direita na França

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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