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Projeto Tranças no Mapa oferece oficinas on-line sobre expressões culturais afro-brasileiras

Formação via Google Meet é gratuita e voltada para pessoas negras trancistas; inscrições vão até 15 de julho
Integrantes do projeto Tranças no Mapa.

Integrantes do projeto Tranças no Mapa.

— Divulgação/Amanda Oliveira

12 de julho de 2026

O projeto Tranças no Mapa está com inscrições abertas, até o dia 15 de julho, para a segunda edição das oficinas “MALUNGAS – Expressões Culturais Afro-brasileiras”. A formação on-line começa no dia 27 de julho, às 19h, e integra a cartografia social do projeto que mapeia trajetórias, saberes e territórios das trancistas negras no Brasil.

As vagas são destinadas a pessoas negras trancistas e as inscrições devem ser feitas pelo formulário disponível aqui.

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Divididas em três módulos e com 80 vagas disponíveis, a formação integra a agenda do Julho das Pretas – “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver” celebrando o protagonismo das mulheres negras e dando visibilidade política ao trabalho das trancistas como detentoras de saberes tradicionais e modos de fazer ancestrais.

A pesquisadora e idealizadora do Tranças no Mapa, Layla Maryzandra, entrelaça a memória  transatlântica e destaca o significado da palavra que intitula a formação.

“O nome Malungas  faz referência ao LP de Escrete e Tadeu de Obatalá, ligados ao Centro de Cultura Negra do Maranhão e ao bloco afro Akomabu. A palavra ‘malungo’, de origem africana, significa companheiro de travessia e simboliza solidariedade, ancestralidade e construção coletiva”, destaca.

Leia mais: Mapeamento de trancistas negras é lançado nacionalmente

Programação das oficinas

Com o tema “Cultura, Identidade e Ofícios”, os encontros dos dias 27 e 28 de julho, às 19h, serão ministrados pelo antropólogo e doutor em Comunicação Saulo Pequeno.

Nos dias 3 e 4 de agosto, o arquiteto e urbanista Rogério Rosário conduzirá o módulo “Territórios Negros, Memória, Arquivos e Salvaguarda”, abordando a importância dos territórios negros na preservação do patrimônio cultural.

Encerrando a formação, no dia 10 de agosto, a pesquisadora Layla Maryzandra ministrará o módulo “Cartografia Sociocultural de Trancistas Negras”, apresentando os fundamentos desta metodologia e compartilhando os resultados do Mapeamento Colaborativo Digital de Trancistas desenvolvido pelo projeto.

Para participar é necessário ter experiência com tranças afro há mais de dois anos e identificar-se como uma pessoa negra. A certificação será concedida mediante a participação na carga horária estabelecida.

Leia mais: ‘Tranças no Mapa’: websérie sobre o ofício de trancista estreia em Salvador nesta terça

Tranças no Mapa

O Tranças no Mapa nasceu a partir das ações do projeto Fios da Ancestralidade e tem como objetivo documentar e contribuir para a construção de políticas públicas voltadas ao reconhecimento do ofício tradicional de trançar cabelos afro como patrimônio cultural no Distrito Federal e, em todo o Brasil.

Por meio da mobilização de mulheres negras trancistas e da utilização de metodologias participativas, o projeto desenvolveu mapas georreferenciados, colaborativos e afetivos que registram trajetórias, territórios e saberes dessas profissionais, subsidiando propostas de profissionalização, valorização e patrimonialização desse ofício ancestral.

Em parceria com o Programa de Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT/UnB) e com o kollektiv orangotango, coletivo internacional de referência em cartografia social e mapeamentos participativos. A iniciativa conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF), da Lei Paulo Gustavo DF e da Fundação Banco do Brasil. 

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