Um policial militar foi registrado pelas câmeras corporais enquanto torturava um adolescente na favela da Caixa D’Água, na zona leste de São Paulo. As imagens foram divulgadas pelo Fantástico (TV Globo) no domingo (19).
Segundo a reportagem, o caso ocorreu em fevereiro de 2025. As gravações mostram o cabo Sandro Nascimento carregar um revólver com apenas uma munição, girar o tambor e apertar o gatilho com a arma encostada na cabeça da vítima. Não houve disparo.
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O soldado Eduardo Uchoa também foi filmado na ação dando um tapa no rosto de um dos rapazes. Além da agressão, ele é gravado aos risos durante a roleta-russa. Os jovens não reagiram à abordagem. Em determinado momento, Sandro pede que Uchoa fique de costas para a câmera corporal e, em seguida, volta a agredir as vítimas.
Minutos depois, o sargento Amauri dos Santos, chega ao local e também agride os adolescentes, desta vez, com uma vara.
De acordo com os registros, os policiais obstruíram o dispositivo de gravação. Quando a filmagem é retomada, os agentes obrigam os adolescentes a caminhar pela comunidade e invadem diversas casas sem mandado judicial.
O episódio foi registrado graças ao modo Recall, que gravava continuamente, em baixa resolução, sem áudio e sem necessidade de acionamento pelo policial. No entanto, o sistema foi substituído pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP).
Após encontrar grande quantidade de drogas, os PMs recolheram o material em uma mochila e em um saco preto e o levaram até a viatura de Amauri. O material apreendido desapareceu. Para a Promotoria da Justiça Militar, há indícios de desvio.
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O Tribunal de Justiça Militar condenou, na última quarta-feira (15), Amauri dos Santos pelos crimes de tortura, abuso de autoridade, fraude processual e peculato, com pena de 12 anos e cinco meses de prisão.
Sandro Nascimento foi sentenciado a quatro anos e dez meses de prisão em regime semiaberto por tortura e abuso de autoridade. Outros seis policiais são réus e ainda serão julgados.